seg 18 out 2021
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Protestos em Curitiba

O movimento pela redução da tarifa de ônibus, que se espalhou Brasil afora, reuniu em Curitiba cerca de 28 mil pessoas durante três dias de passeata: 17, 20 e 21. Além do reajuste do transporte por parte da prefeitura, que garantiu a queda do preço de R$ 2,85 para R$ 2,70, as reivindicações tiveram várias bandeiras. Melhorias em saúde e educação, protestos contra a corrupção, pedindo a saída de Renan Calheiros (PMDB/AL) da presidência do Senado, e contra o projeto da chamada “Cura Gay” – aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSB/SP) – e, ainda, questionando os gastos com a Copa do Mundo encontraram voz entre os manifestantes.

O ato da segunda-feira (17) teve a Boca Maldita como ponto de partida, às 18h, e seguiu pela praça Santos Andrade, para encerrar o itinerário no Palácio Iguaçú. Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 10 mil pessoas participaram do protesto. O evento foi considerado pacífico, havendo focos isolados de vandalismo somente no final da noite, no Centro Cívico.

Na quinta-feira (20), a chuva intensa e a expectativa de outro ato no dia seguinte resultaram em uma participação menor da sociedade: um grupo de pouco mais de três mil manifestantes saiu da Boca Maldita às 18h e se dividiu, com destino ao Centro Cívico e à Urbs (Urbanização de Curitiba). Houve confusão no Palácio Iguaçu, e algumas pessoas foram presas.

A chuva continuou forte na sexta-feira (21), mas não impediu que mais de 15 mil manifestantes participassem do ato, que teve a 2º Farofada do Transporte, na Boca Maldita, como ponto de partida. Um dos grupos seguiu para a Arena da Baixada (estádio que receberá jogos da Copa do Mundo), que foi palco de conflitos. A outra parte seguiu para a Praça Santos Andrade e o Palácio Iguaçú. Foi o dia mais violento e resultou em mais de 30 prisões, principalmente após as 21h, na regiões do Palácio e da Arena.

Os três dias foram marcados pela intensa participação de pessoas de todas as idades. Cartazes repletos de frases, reflexões e ironia pairavam sobre as cabeças e os guarda-chuvas, em meio a vozes que não cansavam de lembrar que o gigante dormente finalmente acordou.

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