seg 25 out 2021
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Um tanto de Gentileza na Corrente Cultural

Banda Gentileza colocou o público para dançar com composições antigas e atuais. Foto: Ana Clara Tonocchi

Desde 2005, a Banda Gentileza vem conquistando a graça de muitas pessoas através da sua música, que mistura um pouco de brega, valsa, funk, rock, entre várias outras influências. A banda, formada majoritariamente por ex-alunos de Comunicação Social na UFPR, já é veterana na Corrente Cultural: o show de 2013 é o segundo realizado no evento.

Às 16h, o show foi aberto com uma música nova do CD que está por vir. O público ainda estava com receio do sol forte. Heitor Humberto, vocalista da banda, contou que tocar em espaços abertos, como na Corrente, é o estilo favorito da banda. “No decorrer de oito anos de banda, a gente percebeu que, quando tocamos em lugares aberto, a gente funciona muito bem, tanto para quem conhece a banda quanto para quem não conhece ainda. Como é um show animado, várias pessoas que não conheciam passam a ouvir o som”, comenta.

Heitor conta que o show na Corrente Cultural do ano passado foi a apresentação que mais teve envolvimento do público. “A nossa página do Facebook bombou, algumas pessoas reconheciam a gente na rua, foi muito notório o aumento de público depois do show. Toda vez que a gente tem essa possibilidade, a gente faz questão de tocar”, explica ele.

Por isso, quando a música “Afinal de Contas”, que agora faz parte da trilha-sonora de Malhação, novela da Rede Globo, começou a tocar, o público começou a descer da arquibancada para dançar na frente do palco. Há cerca de dois meses tocando no programa, a banda não percebeu um aumento muito grande no número de fãs por causa da trilha. “Não tínhamos muitas expectativas, pois normalmente só passa um trecho instrumental. Fora que não é um público que vai atrás desse som independente e novo.  Se bem que aumentou a procura do clipe no YouTube. Volta e meia quando toca, a gente percebe que no Twitter alguém faz um comentário sobre a música”, diz.

Os cinco músicos que compõem a banda têm algum projeto pessoal. “A banda não paga as nossas contas, pelo menos ainda”, comenta Heitor. Ele também conta que, quando o primeiro disco foi lançado, o foco deles não era ganhar dinheiro com a música, mas colocar em um CD o som que vinha sido produzido há tempos. Por isso, por muito tempo, equilibraram os shows e seus respectivos empregos. Agora, o objetivo é focar na Gentileza. “Nossa perspectiva para o ano que vem é todos foquem na banda e no nosso disco novo”, completa o músico.

O público foi até o chão com o funk de “Quem me dera”, e a banda finalizou o show com a música “Maior com Sétima”, sabendo usar bem as palavras e um pouco de gentileza.

É a segunda edição da Corrente Cultural que conta com a participação da banda. Foto: Ana Clara Tonocchi
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