qui 27 ago 2026
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O avanço da violência contra mulher em Curitiba e Região Metropolitana | COBERTURA DO FÓRUM INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS POLICIAIS

Paraná registra um aumento de 351% nos casos de feminicídio entre os anos de 2015 e 2024, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Por Isabelle Hoffmann e Kelly Cano

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025 o Brasil teve mais de 1500 casos de feminicídio, um aumento de mais de 4% em relação a 2024. Esse cenário se faz presente também na capital curitibana, apenas no ano de 2025 foram cometidos 12 feminicídios. O panorama evidencia a necessidade de políticas públicas e uma atenção redobrada do Estado voltada ao combate dessa violência. 

No entanto, antes de chegar ao feminicídio, comportamentos e atitudes que depreciam a figura da mulher podem contribuir para o desenvolvimento da violência de gênero e auxiliam na naturalização de um discurso de ódio dirigido a esse público. Ao longo dos últimos anos, na internet e nas redes sociais, têm surgido comunidades que intensificaram as mensagens de ódio dirigidas ao público feminino. 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as chamadas “machosferas” são comunidades online, majoritariamente masculinas, que impulsionam a discriminação de gênero e defendem ideias agressivas de masculinidade. 

Desta forma, uma investigação conduzida pelo Laboratório de Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NETLAB-UFRJ) examinou vídeos publicados na rede social Youtube que estão ligados às comunidades da machosfera e conteúdos que incentivam a manipulação e a subjugação da mulher como submissa. Segundo a pesquisadora participante da pesquisa, Luciane Belin, esses grupos se aproveitam da mágoa de parte dos homens frente à conquista de direitos das mulheres para potencializar essas comunidades.

Sendo assim, os espaços digitais podem contribuir para que narrativas misóginas sejam banalizadas, expandindo-se para fora da internet, e consequentemente, transformando-se em violência, seja ela física ou verbal contra a população feminina. 

No ano de 2025, segundo a Delegacia da Mulher, houve mais de 37 mil casos de violência doméstica. Já na Região Metropolitana, o primeiro trimestre de 2026 foi o mais violento dos últimos 6 anos, com oito casos de feminicídios, conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná. Portanto, ainda existe a necessidade de ações efetivas na proteção das mulheres e de medidas que combatam a violência. A Guarda Municipal de Colombo, Sirlei Galvão, destaca a importância da presença feminina nessa etapa. 

A violência contra mulher é crime no Brasil. Caso você seja vítima ou presenciou qualquer tipo de situação de violência, procure ajuda. Para denunciar, ligue 180, ou em casos de emergências disque 190 para a polícia militar. 

Mais informações sobre esse assunto você pode encontrar no Painel “Enfrentamento à violência contra a mulher” que ocorre durante o III Fórum Internacional de Ciências Policiais e na reportagem abaixo, produzida por Isabelle Hoffmann e Kelly Cano como parte da cobertura do Fórum Internacional de Ciência Policial para o Jornal Comunicação e Rádio UniFM.

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