















Essas casas vão desaparecer, é o que relata o mestre e doutor em arquitetura pela Universidade Federal do Paraná, Key Imaguire. Em breve, essas construções antigas que marcaram o desenvolvimento da cidade, serão substituídas por tendências de prédios com fachadas espelhadas e arranha-céus.
Para Key, a verticalização não é apenas um movimento do mercado imobiliário, mas uma transformação concreta da paisagem e do modo de viver na cidade. Em Curitiba, o preço por metro quadrado de um imóvel já passou de 11 mil reais, e morar em um apartamento se tornou significativamente mais barato que morar em uma casa.
Key também aponta que bairros tradicionalmente residenciais estão sendo substituídos por edifícios, clínicas e escritórios, reduzindo o espaço das casas antigas que marcaram a identidade curitibana ao longo do século XX.
É o caso do bairro Mercês, onde as fotos foram tiradas. A região tem o 3º aluguel mais caro de Curitiba (R$ 61,4/m²) e o número de apartamentos disponiveis para comprar/alugar é três vezes maior do que a oferta de casas.
Esta galeria reúne algumas dessas casas que resistem ao tempo, mesmo diante da pressão imobiliária. O objetivo é registrar, documentar e chamar atenção para o ritmo acelerado de mudanças que redesenha Curitiba, e também provocar reflexões sobre lugares decmemória da cidade que perdem espaço para uma arquitetura do progresso. Para entender melhor essa tendência e os impactos que ela traz para a cidade e para o cotidiano das pessoas, leia a entrevista completa com Key Imaguire aqui.


