dom 18 out 2026
HomeDestaquesConheça os candidatos paraenses ao Senado

Conheça os candidatos paraenses ao Senado

Da formação profissional às propostas de governo: tudo que você precisa saber sobre os candidatos a senadores do Paraná

Por: Heloisa Pagani, Loize Antoniacomi e Valentina Copack

As eleições de 2026 possuem 9 candidatos concorrendo a duas vagas no Senado Federal. No total, cada estado brasileiro e o Distrito Federal tem exatamente 3 senadores, totalizando 81 parlamentares no país, independente do número de habitantes. O mandato de um senador dura 8 anos. 

Mas o que um senador faz? O Senador propõe, discute e vota projetos de lei, medidas provisórias e mudanças na Constituição. Ele também funciona como revisor das propostas que vêm da Câmara dos Deputados. Eles acompanham os gastos públicos e as ações do Poder Executivo (o presidente da República e seus ministros). 

O Senado também sabatina e decide se aprova indicações feitas pelo presidente da República, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diretores do Banco Central e embaixadores. Além disso, os senadores têm o poder de processar e julgar o presidente da República e outras altas autoridades em casos de crimes de responsabilidade ou processos de impeachment.

Filipe Barros Baptista De Toledo Ribeiro 

Integrante do Partido Liberal (PL), tem como suplentes Paulo Base e Sergio Domingues, respectivamente. O candidato Filipe Barros é advogado e já tem carreira na política. Em 2016 iniciou como ex -vereador da cidade de Londrina e atualmente é deputado federal em seu segundo mandato, desde 2018. Sua atuação política está bastante associada à direita conservadora e ao bolsonarismo. Em 2026, disputa uma das duas vagas do Paraná no Senado e integra o grupo político ligado a Sergio Moro. 

Entre as principais bandeiras defendidas pelo candidato ao Senado estão a valorização da família, o enfrentamento ao avanço do crime organizado e o fortalecimento das forças de segurança. Na área econômica, prioriza a liberdade econômica, a defesa do agronegócio e a redução da carga tributária. O candidato também afirma defender o fortalecimento das instituições democráticas a partir de uma perspectiva conservadora, com ênfase na defesa de valores que considera fundamentais para a sociedade.

Como senador, Filipe Barros afirma que pretende atuar para destravar o avanço da Nova Ferroeste, projeto que prevê a ampliação e modernização da malha ferroviária, conectando o Paraná ao Mato Grosso do Sul e fortalecendo a ligação com o Porto de Paranaguá. Na área trabalhista, defende a negociação direta entre empregados e empregadores. 

Entre outras propostas, também está a defesa de uma reforma no Poder Judiciário e mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal (STF), além da revisão dos contratos e valores dos pedágios no Paraná. Barros ainda aponta como prioridade o avanço do projeto do Porto de Santa Helena, às margens do Lago de Itaipu, como medida voltada ao fortalecimento da infraestrutura e da logística regional. Além disso, ele considera estratégico fortalecer a fiscalização das fronteiras paranaenses para combater o tráfico de drogas, armas e organizações criminosas. 

Dr Rosinha

Florisvaldo Fier, mais conhecido como Doutor Rosinha, é candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).  As suas suplentes são a Cris Wainer e a Tia Celina. Dr. Rosinha é médico e foi eleito vereador de Curitiba, em 1988, sendo o candidato mais votado do partido. Em 1990, venceu a eleição para deputado estadual e, em 1998, tornou-se deputado federal.

Entre as propostas para a área de relações internacionais e desenvolvimento regional, o candidato afirma que pretende retomar, caso seja eleito, projetos de integração entre o Brasil e os países vizinhos. Como exemplo, cita um acordo entre Brasil e Uruguai que previa uma chamada fronteira administrativa, permitindo que moradores de determinadas regiões de fronteiras tivessem acesso a serviços públicos, como saúde e educação, nos dois países.

Na área do desenvolvimento rural, defende que a reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar e o incentivo à produção de alimentos saudáveis estão entre as prioridades de um projeto nacional de desenvolvimento. A proposta busca ampliar o apoio aos pequenos produtores e fortalecer a produção de alimentos para o mercado interno.

Doutor Rosinha também propõe a ampliação da oferta de atendimentos médicos de média complexidade nas diferentes regiões do Paraná, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outras cidades. Para isso, ele planeja fortalecer os consórcios municipais de saúde.  Em suas propostas de segurança pública, o candidato inclui o combate à violência contra as mulheres entre suas prioridades e defende ações articuladas entre União, estados e municípios. 

Joaquim Do MLB

Joaquim Silva Maciel é candidato pelo partido Unidade Popular (UP) e integra o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Para a disputa, tem como suplentes Paty Cota e Fernando Donellas. Mecânico de profissão, Joaquim Silva apresenta como principal bandeira de sua candidatura a defesa de um programa de caráter socialista, com propostas voltadas à ampliação dos direitos sociais e à redução das desigualdades econômicas. 

Entre as principais propostas para a sua candidatura ao senado, Joaquim, propõe dobrar o salário mínimo e criar eleições para juízes e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato defende o acesso à moradia e fortalecimento das políticas habitacionais para famílias de baixa renda e melhores condições de vida para quem trabalha.

Além disso, o candidato luta pelo fortalecimento da agricultura familiar e da produção de alimentos, dentro de uma agenda de combate à fome e de garantia de alimentação adequada.

Cristina Graeml

Jornalista de profissão e com uma gama de experiências como colunista, Cristina Graeml é candidata pelo Partido Social Democrático (PSD) e nunca havia tido carreira política antes de sua candidatura à Prefeitura de Curitiba em 2024. Apresentando-se ao público como conservadora e de direita, Cristina tem como suplentes Jackson André dos Santos e Marcos Renato Baumgart. 

Como uma forte defensora dos valores da família tradicional e da liberdade feminina de criar os filhos, a candidata apresenta fortes pautas morais e econômicas. Além disso, em seus discursos, Cristina demonstra a sua luta pelo combate à corrupção e ao apadrinhamento político, propondo uma gestão com forte fiscalização aos Três Poderes. 

O modelo de mercado idealizado, a partir de suas propostas, mostra-se liberal, tendo como principal objetivo a abertura de mais espaço para o setor privado. Entre as suas manifestações como apoiadora da valorização do Paraná como polo estratégico no setor automobilístico, Cristina também procura desenvolver projetos de capacitação para gerar mais prosperidade às empresas.

Alexandre Curi 

Atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), Alexandre Curi é candidato pelo partido Republicanos. Com o desejo desde muito jovem de atuar na carreira política no Estado do Paraná, Alexandre buscou a formação acadêmica em Gestão Pública e foi eleito nos anos 2000, aos 20 anos, como vereador da capital paranaense. 

Após esse cargo, o candidato assumiu o posto de deputado estadual em 2006 e seguiu se inserindo cada vez mais na jornada pública. Sendo um forte defensor da fiscalização e transparência no Judiciário, Alexandre apresenta um perfil de gestão e municipalismo forte. Enquanto presidente da ALEP, o candidato se destacou pela sua reforma administrativa, gerando um setor público mais transparente e auditável. O candidato tem como suplentes Carlos Eduardo Hammerschmidt (Dudu Potencial) e Nelsinho Padovani. 

Entre as suas principais propostas estão o incentivo ao maior posicionamento do Paraná nas frentes de logística e infraestrutura, um maior retorno de impostos ao estado e um controle maior do orçamento público. Além de buscar o equilíbrio fiscal, Alexandre aparece como um grande apoiador dos valores tradicionais, assumindo um conservadorismo moderado. 

Karen Guerreiro 

Inaugurando a sua participação na carreira política, Karen Guerreiro é candidata pelo partido Missão e é formada em Comunicação, sendo esta a sua profissão. Tendo como princípio a busca por uma política tradicional alternativa, a candidata pretende levar ao cargo o fortalecimento do agronegócio do interior do Paraná, além de atender às demandas de dificuldade econômica.  A candidata tem o Sonni Rezini como primeiro suplente, e o Renato Scarante como segundo.

Com forte objetivo de reduzir as despesas orçamentárias, Karen propõe uma gestão pública voltada a mudanças nos programas governamentais e uma maior articulação entre o poder público e o privado. Além disso, a comunicadora defende o aumento de oportunidades de qualificação para jovens, a fim de lutar contra a migração para outros estados. 

Outra proposta levantada por Karen é o fortalecimento da segurança pública, que seria impulsionado através de penas mais rígidas e de uma revisão de tipos de crimes cometidos. Como uma defensora de um maior contato com a população, Karen se mostra, em suas manifestações, como uma forte ouvinte das demandas locais. 

Deltan Dallagnol

O candidato representante do Partido NOVO, nasceu em 1980, na cidade de Pato Branco, no sudoeste do Paraná (PR), e na corrida eleitoral, possui um posicionamento mais alinhado às pautas da direita conservadora. Dallagnol é formado em direito pela UFPR, possuindo também o título de mestrado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. 

Durante sua trajetória na política, o candidato atuou como advogado, professor, deputado federal e procurador do Ministério Público Federal (MPF). Como procurador, participou da operação Banestado, em 1999, e em 2014, coordenou a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba.

Entre suas propostas de governos estão: o impeachment de ministros do STF, a proteção aos policiais, rigor contra crimes sexuais,  luta contra a corrupção, reforma do sistema de justiça, fim das “saidinhas” dos detentos no Natal e o fim da indústria das nulidades. Como suplentes, figuram Wilson Picler, e Markenson Marques. 

Gleisi Hoffman

Escolhida como uma das representantes do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi é de Curitiba, nascida em 1965. A candidata é formada pela Faculdade de Direito de Curitiba, atual UniCuritiba, possuindo especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração. Seus suplentes para essa campanha são: Assis Gurgaz Neto e o prof. Aldair Rizzi.

Seu histórico dentro da política é extenso. Como senadora, a candidata já ocupou a posição nas eleições de 2010, mas além disso, foi diretora financeira da Itaipu (2003), deputada federal pelo Paraná (2019), secretária  de estado no Mato Grosso do Sul (1999), secretária de Gestão Pública em Londrina-PR (2001), ministra-chefe da Casa Civil da Previdência e Presidenta do Partido dos Trabalhadores (primeiro mandato em 2017, sendo reeleita em 2020). 

Em 2022, foi reeleita para a Câmara dos Deputados, deixando o cargo temporariamente para assumir a como ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI)(2025). Em 2026, Gleisi afastou-se da função para retornar à posição de deputada federal, a qual ocupa atualmente.

Entre suas propostas para o Senado estão o fim da escala 6×1, a defesa dos movimentos sociais, a igualdade de gênero e, principalmente, a proteção dos direitos das mulheres. Como Gleisi foi a primeira e única mulher eleita senadora pelo estado do Paraná, tópicos feministas recebem  protagonismo em sua campanha.  

Marcelo Marcelino

Nascido em 1968, em Curitiba, o economista e pedagogo nunca ocupou uma posição em cargo público. Marcelino representa o Partido da Causa Operária (PCO) e, como suplentes, estão João Paulo Hostin e Alexandre Radde Kranen. Existem poucas informações públicas sobre as propostas de governo do candidato, mas, entre suas pautas, estão a militância da esquerda e o movimento operário. 

Para mais conteúdos da cobertura especial das eleições 2026, continue acompanhando as produções do Jornal Comunicação. 

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Acessar o conteúdo