seg 18 out 2021
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Projeto ‘PermaneSendo’ desenvolve políticas de apoio aos universitários

O PermaneSendo recebe alunos que queiram ser acolhidos e/ou contribuir para o projeto a qualquer momento, pelo plantão institucional, que funciona no Prédio Histórico.
Foto: Kaype Abreu

Em 2012, estudantes da UFPR criaram um programa chamado PermaneSendo, que reúne, inclusive no nome, a ideia de permanecer na graduação e ser um verdadeiro universitário. Coordenado pela professora do Curso de Psicologia Miriam Pan e com apoio de psicólogos da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), a iniciativa funciona como projeto de pesquisa e extensão, no Prédio Histórico da UFPR, e tem adesão principalmente de alunos do curso de Psicologia, mas também de outras graduações das Ciências Humanas. O principal objetivo do PermaneSendo é promover, através de estratégias coletivas, a criação de políticas de permanência e apoio aos universitários.

Coordenadora do projeto e professora do Curso de Psicologia da UFPR, Miriam Pan afirma que o PermaneSendo surgiu a partir de uma pesquisa que mostrou que o estudante se sente deslocado ao entrar na universidade. Para ela, o aluno tem que lidar com uma série de dificuldades para as quais ele não foi preparado. “A gente entende que o aluno vem de uma outra condição. A própria linguagem do ensino médio é completamente diferente”, aponta.

O PermaneSendo tem um plantão institucional, no qual o aluno interessado pode conversar com psicólogos formandos. Há também o chamado Acolhimento por Pares, em que o universitário pode relatar as dificuldades para outros estudantes da UFPR. O estudante da graduação de Psicologia e participante do projeto Mateus Lewin acredita que a proposta é interessante. “As intervenções são de grande valia para a gente entender problemas que muitas vezes são calados na UFPR. Problemas que a administração prefere não divulgar”, opina.

Dificuldade no acesso à informação e na compreensão de textos acadêmicos estão entre os principais problemas

De acordo com a professora Miriam Pan, a falta de acesso à informação é uma das principais dificuldades relatadas pelos alunos. Segundo ela, há também um outro problema: a ideia equivocada de que todos ingressam na universidade sabendo ler e produzir textos acadêmicos. Para suprir essas necessidades, o projeto promove oficinas de acesso à informação e de leitura e compreensão de textos acadêmicos. “É uma demanda que a gente percebe no acolhimento. Quando você entra na universidade, você tem que ler e produzir textos acadêmicos e é pressuposto que você já tem esse conhecimento prévio”, diz Marcelo Henrique Frote, estudante de Psicologia que trabalha no projeto como estagiário.

A professora conta que o grupo trabalha com a intervenção, que é levada para a pesquisa e sistematizada, servindo como produção de conhecimento. Exemplo dessa intervenção é o Manual de Sobrevivência do Calouro, um mapa com informações importantes para o aluno que está começando a graduação. Foi produzido durante uma oficina de acesso à informação. “Criamos esse manual pensando na universidade como um espaço desconhecido ao estudante. Ele precisa de uma informação prática e rápida”, relata Alexandre Tobar, mestrando em Psicologia da UFPR.

Segundo Miriam, as práticas de ensino individualizadas são um dos principais problemas na universidade. “O valor do mérito individual é muito grande aqui. A gente tem que concorrer para bolsa, por exemplo. Isso é um valor que faz parte da nossa sociedade e a universidade acaba reproduzindo”, argumenta.

 

Serviço: Projeto PermaneSendo

Telefone: (41) 3310-2840

Local: Centro de Assessoria e Pesquisa em Psicologia em Psicologia e Educação – Prédio Histórico da UFPR

Informações: http://www.humanas.ufpr.br/portal/ceappe/permane-sendo/ e https://www.facebook.com/PermaneSENDO

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