ter 26 out 2021
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Em jogo: o metrô

 

Protesto contra a passagem do metrô (Foto: Divulgação #ometroenosso)

Em um jogo truncado, o TCE (Tribunal de Contas do Paraná) determinou a suspensão da licitação do metrô curitibano. Quinze dias é o tempo que o tribunal cedeu para a Prefeitura responder sobre os questionamentos da suspensão.

Após o apito afinal, alguns movimentos e pessoas se manifestaram sobre o assunto. O MPL-Curitiba (Movimento Passe Livre) gritava contra o capitalismo e uma passagem do metrô mais cara que o normal. Aliás, normal no Brasil, terra de constantes superfaturamentos.

O preço do teto da passagem pode ser R$ 1,23 de acordo com os estudos do movimento. Estranho é isso não estar sendo comentado de maneira gritante. Essa diferença de R$ 2,55 para R$ 1,23 certamente vai pesar no bolso, tanto para ir ao estádio curtir o time do seu coração, quanto para ir trabalhar.

E assim como no final de uma partida de futebol na qual os técnicos dos times costumam tecer críticas para os árbitros, o líder da câmara de vereadores, Paulo Salamuni reclamava da “barração” do TCE feita por detalhes. Ora, podem ser detalhes, mas é importante que essa suspensão feita pelo tribunal gere alguma reflexão, apesar dos questionamentos do TCE terem sido para uma direção que dá voltas e chega ao mesmo ponto.

Os “técnicos” da licitação tem de aproveitar o momento e estudar o seu próprio time, para ver as brechas possíveis. Se dentro de campo o desentrosamento é visto na forma de licenciamentos expedidos por órgãos errados, falta de detalhamento no caminho do metrô e da Parceria Público Privada, fora dele existe a necessidade de um pensamento maior desse grupo, passar mais a bola e observar as jogadas de movimentos sociais.

Contudo, a Câmara “fominha” aparentemente quer fazer a jogada sozinha. A campanha #ometroénosso é vista pela Câmara Municipal como aquele amigo que pede a bola, mas que não tem capacidade para fazer uma boa jogada. Segundo o MPL- Curitiba, desde o começo da licitação do metrô existiu uma tentativa de mostrar seus projetos para os vereadores, que bateram o escanteio para si mesmos.

Agora é esperar e cobrar o andamento da licitação do metrô, mas não basta apenas cobrar. Terá de ser com mais firmeza do que as torcidas gritam quando um time tem quatro derrotas seguidas, pois esse processo pode resultar em um novo “licitaçãonazo” com 35 anos de pena.

Caminho do metrô curitibano (Foto: Reprodução/RPC TV)

Caminho

O metrô, a princípio, irá percorrer uma linha de 17,6 quilômetros entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul, passando por quinze estações. O transporte público de Curitiba, segundo o site da Prefeitura, comporta 45% de sua população, sendo que 70% dos usuários não vão para a região central.

 

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