ter 27 fev 2024
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Feira MUS propõe estandes interativos para os visitantes

Apesar das diferentes abordagens, as exposições fixas se integram para tratar de causas em comum

Por Erika Boslooper e Izabel Forquim

Dentro das tendas organizadas em frente ao prédio histórico da UFPR, a Feira de Mobilidade Urbana Sustentável (MUS 2023) apresenta diversas atividades interativas para o público. Além daquelas agendadas no cronograma, a programação contou com a presença de exposições fixas, durante os dias da feira.

Promovidos por organizações comprometidas com diferentes causas pertencentes à pauta da mobilidade urbana acessível e sustentável, a ideia dos estandes é fornecer um ambiente para a troca de experiências, incentivo e conscientização da comunidade. Para isso, alguns deles utilizaram de dinâmicas que pedem a participação ativa do público.

Um dos atrativos da feira, a Rota Caiçara Virtual, chama a atenção de quem passa por lá. A iniciativa, desenvolvida e planejada pelo projeto Ciclovida, se trata de um passeio simulado entre as belezas das cidades do litoral paranaense. Realizado através de uma bicicleta estática e óculos de realidade virtual, tem como intuito transportar os visitantes do evento para esses locais. “É uma forma de divulgar a rota e também de incluir aqueles que não tem a oportunidade de estar presente lá, in loco, ou de fazer um cicloturismo e apreciar essas paisagens. Então podem experimentar um pouquinho aqui, por meio da realidade virtual”, explica o coordenador do Ciclovida, José Carlos Belotto.  

Após alguns minutos pedalando, a estudante Maria Clara conta que práticas como essa, estimulam para transformar o ciclismo em algo recorrente no cotidiano. “Foi super legal, você entra em outro mundo. A gente vive muito separado dessas rotas alternativas e tem tantas paisagens bonitas que só a bicicleta proporciona, então foi um despertar para voltar a andar de bike porque nem lembro a última vez que andei”, diz ela.

Para Vania Rodrigues, a experiência de observar e interagir com as paisagens faz relembrar momentos vividos nos locais. “É muito gostoso poder passar por lugares conhecidos, porque volta na memória muitas das vivências e dos passeios feitos”.

Com base no projeto original intitulado Rota Caiçara de Cicloturismo – um percurso turístico e de base comunitária, que interliga sete municípios do Litoral do Paraná -, a experiência trazida para a feira parte da filmagem em 3D de trechos desse roteiro captadas pelos ciclistas elaboradores do projeto. Já a produção de todo o aparato tecnológico foi feita em parceria com o Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR.

Um dos responsáveis pela atividade no estande, o ciclista e estudante de gestão de turismo Altair Francisco, explica que o objetivo é recolher cada vez mais elementos multimídia conforme as pedaladas avancem.

FOTO: Izabel Forquim

Da realidade virtual à geração de energia

A Pedale Pelo seu Suco também está disponível integralmente ao longo da Feira MUS. A atividade lúdica é uma iniciativa do Instituto Energia Humana foi pensada para conscientização sobre gastos de energia e bem-estar num formato divertido. A partir de uma bicicleta fixa, as pessoas podem pedalar e com a própria energia produzida, fazer um suco no liquidificador sem energia elétrica.

Já o estande da UNILEHU (Universidade Livre para a Eficiência Humana), esteve em exibição apenas na sexta-feira (22). A instituição visa promover a capacitação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e ofertou na feira algumas vagas de cursos gratuitos direcionados para este público. “Dando acessibilidade, a pessoa pode escolher onde quer estar”, destacou a expositora Kelly Caobianco.

“As coisas estão conectadas, todas essas entidades da sociedade civil que trabalham pela acessibilidade e sustentabilidade urbana, pela mobilidade acessível para todos, tem interesses em comum e se conectam. É o momento de juntar várias tribos de uma mesma causa e criar uma sinergia”, enfatiza Belotto, que além de coordenador do Ciclovida é um dos co-organizadores da feira.

Ouça abaixo a reportagem sonora também produzida pelas repórteres Erika Boslooper e  Izabel Forquim sobre a importância de práticas como estas para mobilizar uma comunidade a respeito da acessibilidade.

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