seg 18 out 2021
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Histórias de futuros caóticos ganham novo fôlego com Maze Runner

A ideia de se encontrar em um lugar desconhecido sem nenhuma memória parece algo desesperador até mesmo para os mais corajosos. Essa é a história de Thomas, o protagonista de Maze Runner – Correr ou Morrer, interpretado pelo ator Dylan O’Brien. O filme, baseado no livro homônimo, mostra sua chegada a uma comunidade composta somente de meninos – que também não se lembram quem são ou de onde vieram – rodeada por um labirinto mortal. A trama se desenvolve na medida em que os garotos tentam encontrar maneiras de escapar dessa prisão desvendando o caminho do labirinto. A chegada de Teresa (Kaya Scodelario), a primeira garota do acampamento, aumenta o mistério da história, já que ela parece ter conhecido Thomas na vida anterior a essa prisão.

Thomas,Teresa, Alby e Zart em uma das várias cenas de tensão ao longo do filme. (Foto: Divulgação)
Thomas,Teresa, Alby e Zart em um momento de tensão ao longo da trama
(Foto: Divulgação)

Maze Runner não dá um segundo de sossego ao espectador. Cada momento do filme é importante e tenso. A impulsividade extrema do protagonista também colabora para essa atmosfera eletrizante. Outro fator relevante é o fato de não termos certeza de absolutamente nada durante o filme todo, já que são dadas poucas informações sobre o passado dos personagens e a razão de estarem naquele lugar. Essa falta de informações chega a ser incômoda em alguns momentos.

Os clareanos

A química entre Thomas e Teresa é simples e discreta, e adiciona um ar mais leve que se equilibra adequadamente com a história. A personagem de Kaya Scodelario também proporciona um dos poucos momentos de descontração e humor do filme. Em termos de descontração vale citar, também, a participação dos atores Blake Cooper, que interpreta Chuck, e Thomas Brodie-Sangster, no papel de Newt. Os dois roubaram a cena em momentos em que os protagonistas já pareciam cair em repetição, em termos de emoções.

Como em todas as demais sagas para adolescentes, o protagonista Thomas encontra um arqui-inimigo na comunidade. Gally, interpretado por Will Poulter, é o clássico nêmesis. Sua inveja pelo “sucesso” do recém-chegado o leva a dificultar as coisas para Thomas ao longo da trama. Esse personagem já foi visto tantas vezes nesse tipo de história que já se prova bastante desnecessário. É o único que não excede às expectativas. Todos os demais personagens são extremamente bem construídos e relevantes para a história, e o bom trabalho dos atores também contribui para essa excelência.

Fime vs. Livro

Na questão de comparação com o livro que deu origem ao filme, existem muitas diferenças e, é claro, elas não agradaram a todos os fãs. O longa, apesar de haver mantido a essência da narrativa, tornou muito diferente a execução dos acontecimentos. Basicamente, pode-se dizer que, entre livro e filme, é contada a mesma história de duas maneiras diferentes. Considerando o tamanho do livro (364 páginas) e o fato de que a dinâmica escrita é bastante diferente da dinâmica dos longas-metragens, é compreensível que essas adaptações tenham sido feitas.

Maze Runner é um filme que faz valer o preço do ingresso. Além disso, os expectadores que não leram o livro certamente sairão do cinema curiosos para adquiri-lo também. Confira o trailer:

Ficha técnica

ELENCO

Dylan O´Brien, Kaya Scodelario, Will Poulter, Thomas Brodie-Sangster, Patricia Clarkson, Ki Hong Lee, Aml Ameen, Blake Cooper, Chris Sheffield

ROTEIRO

James Dashner, Grant Pierce Myers, Noah Oppenheim

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Joe Hartwick Jr., Eddie Gamarra

PRODUÇÃO

Marty Bowen, Wyck Godfrey, Ellen Goldsmith-Vein, Lee Stollman, Lindsay Williams

DIREÇÃO

Wes Ball

Em cartaz

UCI Estação

de segunda a quarta (dublado) às 16h15 e 21h30

de quinta a quarta (dublado) às 18:15 e 21:30

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