seg 18 out 2021
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Lenine faz show com toque experimental na Corrente Cultural

Lenine fechou a Corrente Cultural com antigos sucessos e novas canções. Foto: André Nunes

Uma das maiores atrações da Corrente Cultural 2013, o cantor e compositor Lenine fez sua apresentação neste domingo (10) no palco armado na Praça Carlos Gomes. O relógio marcava 18h45 e a multidão que lotava a Praça, sob muito calor, gritava o nome do cantor. Com show marcado para 18h, Lenine entrou no palco com uma hora de atraso, devido a problemas técnicos.

Sem bateria ou percussão, o último CD do cantor, ‘’Chão’’ (2011), influenciou muito a apresentação. Ao contrário do que acontece na maioria das grandes atrações em Festivais, Lenine cantou várias músicas novas, incluindo todas as faixas de “Chão”. O mais marcante, porém, foi o acréscimo de arranjo eletrônico às suas composições, tanto às novas quanto às antigas. A melodia brasileira do compositor pernambucano fez uma harmoniosa mistura com efeitos sonoros e distorções.

O grande nome dessa mudança não é só Lenine, mas também Bruno Giorgi, seu filho e também produtor de “Chão”. Trazendo o frescor da nova geração da MPB, Bruno compartilhou o palco com o pai e o guitarrista JR Tostoi, dividindo seus talentos entre guitarra, baixo e a mesa de som.

Lenine confirmou esse sincretismo musical, sempre marcante em suas músicas, num dos poucos momentos em que dirigiu a palavra à plateia. Recordou que completa 30 anos de carreira, e, olhando para trás, gosta do que vê. “Tenho um resíduo afetivo, mas continuo, sim, juvenil” disse ele, sob aprovação do público.

O novo som de um músico dividiu opiniões. Alguns fãs sentiram falta da percussão dançante, de um ritmo mais apropriado para o palco aberto na praça. Já Fernando Valença, pernambucano que mora em Curitiba, levou toda a família ao show e gostou da presença completa de ‘’Chão’’ na apresentação. “Ele podia ter ficado no conforto da carreira consolidada, mas mandou ver com as músicas novas, que são ótimas também”, afirma. Valença ainda aprovou a mistura intimista do último CD com os novos arranjos. “Apesar de sucinto, é harmonicamente muito completo. E os arranjos fazem a diferença”, destacou.

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