ter 26 out 2021
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Mortos-vivos voltam a invadir a cidade de Curitiba

A Zombie Walk, que aconteceu em Curitiba no domingo (2), atraiu fãs das mais diversas formas de horror. A caminhada, que surgiu pela primeira vez no Canadá, teve iniciativa dos fãs de filmes e histórias de zumbis. Sua trajetória foi bem parecida com as lendas que envolvem os mortos-vivos: aos poucos seu vírus foi se espalhando,  até chegar em Curitiba, em 2008. Com a pretensão de simular um apocalipse zumbi, o evento se transformou numa das principais festas do calendário carnavalesco da cidade.

A edição de 2014 reuniu mais de 15.000 pessoas – quase 9 mil a mais que o ano anterior – e muitas famílias. Michelle Scuissiatto foi com o marido e o filho, Guilherme, de 9 anos, pela primeira vez à Zombie Walk. “Gostamos dos filmes do gênero zumbi e decidimos participar”, conta ela. A família se inspirou no tema hospital para se caracterizar: jalecos brancos sujos de sangue, estetoscópios, e seringas inexplicavelmente presas na pele.

Na sexta edição da ZombieWalk em Curitiba, a presença de noivas cadáveres foi massiva. Além delas, cachorrinhos fantasiados de zumbis, que têm suas versões nos filmes de Tim Burton, quase matando (de novo) os participantes zumbis de fofura.

Fãs de horror se fantasiam para o evento em Curitiba

Ao contrário dos anos anteriores, nesse ano não houve concurso de melhor fantasia. Apesar disso, os participantes estavam animados da mesma maneira. Alguns foram sem caracterização, só para acompanhar a caminhada da zumbizada. Os participantes de repente se tornam mestres em fantasias e maquiagens do gênero. As soluções encontradas são as mais criativas: algodão, papel picado, cola escolar e corante vermelho se transformaram em hematomas, cortes e buracos bem reais. Outros preferiram investir mais e usaram látex, massinhas, entre outros materiais. A terceira opção de caracterização era enfrentar mais de duas horas de fila para conseguir uma senha e serem maquiadas pela equipe da organização da Zombie Walk.

Com o calor de aproximadamente 20 graus e sol em Curitiba, alguns enfeites de peles, cicatrizes e machucados começaram a cair, atingindo algumas pessoas. Apesar disso, não diminuíu a empolgação dos mortos-vivos. A única briga da Zombie Walk foi mesmo pela conquista de um lugar na sombra.

Aos que se interessaram pela caminhada zumbi, só um aviso: não levem amigos muito apaixonados por algum personagem. Eles podem sofrer algum tipo de trauma. Fãs incondicionais das princesas da Disney, por exemplo, podem sofrer um colapso nervoso ao ver o estado das princesas cadavéricas na festa do carnaval de Curitiba.

 

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