Por Ana Cid e Ana Costa
A peça “Bailarinas Incendiadas”, dirigida pela argentina Luciana Acuña, é inspirada em uma pesquisa do especialista em dança Ignacio Gonzáles e fala sobre supostas bailarinas queimadas vivas, acidentalmente, em decorrência de acidentes com as lâmpadas a gás usadas nos teatros em meados do século XIX. O espetáculo acontecerá no dia 10 de abril às 20:30, no Teatro Cleon Jacques em São Lourenço.
Já a peça com origem mais distante do Brasil, a Brace, é dirigida e performada por Edivaldo Ernesto, coreógrafo e intérprete de Moçambique, e busca ir contra os estereótipos impostos ao continente africano ao retratar uma história rica em cultura e detalhes que, muitas das vezes, são ignorados pelo resto do mundo. No apagar das luzes do Teatro Sesc da Esquina, o espectador se vê tomado por uma arte mágica que perambula por entre os assentos, tornando impossível não se encantar com cada música que ressoa em seus ouvidos e
com cada movimento que é feito no palco.
A narrativa do espetáculo é inspirada na história dos povos Mwene Mutapa, Zulos e Changana, que viveram entre os séculos XV e XIX no sul da África, e usa de traços do afrofuturismo para retratar os diferentes momentos históricos que compõem a performance. Além disso, Ernesto usa de outros elementos para contar a história, como as quatro máscaras africanas que representam os povos do continente, as músicas que quase ditam a intensidade da coreografia e a iluminação, que adiciona ainda mais emoção e beleza para a apresentação.
O espetáculo aconteceu nos dias 05 e 06 de abril, no Sesc da Esquina, marcando a sua estreia no território brasileiro e coroando a dupla de peças internacionais do festival.


