qua 27 out 2021
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Ombudsmans Rádio: Boas ideias precisam de mais cuidado na produção

Radio Ombudsman

Três ombudsmans foram convidados a opinar sobre as quatorze edições de radiojornais produzidos pelos alunos do curso de Jornalismo da UFPR. São eles: o coordenador de Jornalismo da rádio CBN Curitiba, Márcio Miranda; a ex-aluna de Jornalismo da UFPR , repórter da rádio Band News FM Curitiba e repórter da RICTV, Helen Anacleto; e o repórter da rádio Band News FM Curitiba, Guilherme Grandi.

Eles foram convidados, cada um, para a audição de cinco programas produzidos ao longo de quatro meses. As edições foram selecionadas de forma aleatória pelo professor das três disciplinas laboratoriais de radiojornalismo. A ideia foi permitir a verificação de qualidade e imperfeições do acumulado para mostrar as diferentes visões sobre o amadurecimento ou não dos radiojornais.

Confira abaixo as três análises dos conteúdos produzidos:

Por Márcio Miranda

Um bom radiojornal precisa começar com uma boa escolha dos temas a serem pautados. Esse é o primeiro passo. É a partir dele que os outros se desenvolvem para que seja possível fazer um noticiário informativo, completo, interessante e (especialmente quando se fala em rádio) focado na prestação de serviços.

As edições do Radiojornal Comunicação da UFPR passaram bem por esta primeira etapa. Pautas bem selecionadas, que cumprem os requisitos básicos de, por exemplo, informar sobre aquilo que vai mexer com a vida de quem ouve. Isso é evidenciado, por exemplo, com as reportagens que envolvem o transporte coletivo. Poucos assuntos são mais importantes para a dinâmica de uma cidade como os que envolvem os ônibus.

Além do transporte coletivo, as pautas que falam, por exemplo, sobre a Rua São Francisco, espaço público tão conhecido no centro da cidade, são importantes quando falamos de um radiojornal. O veículo rádio deve ter como característica a forte presença do noticiário local. E isso não foi deixado de lado na maioria das pautas em todas as edições.

E não foram só estas. Outras pautas interessantes e polêmicas que levantam discussões importantes sobre temas locais foram observadas. Depois de uma boa escolha das pautas, no entanto, nem tudo saiu com o mesmo capricho e a mesma organização que um bom radiojornal exige. Tanto na produção das reportagens, quanto no fechamento da edição e organização das entrevistas.

O que precisa ser destacado inicialmente é o áudio. Rádio é essencialmente som. Ele precisa ser o melhor possível. Portanto, um maior capricho na captura de sonoras e mesmo na gravação dos “offs” seria desejável. Ainda em relação às reportagens: foram de certa maneira recorrentes os chamados erros de abordagem e escolha de fontes. Falhou-se no momento de contar da maneira completa (e correta) aquela história.

Exemplos: a matéria que destaca um projeto (muito discutível) que prevê a obrigatoriedade de instalação de totens de carregamento de telefones celulares em shoppings centers da cidade. Optou-se por ouvir o vereador autor da proposta (que, como todo político, quer aparecer sempre que possível) e representantes dos estabelecimentos comerciais. Mas e a discussão sobre a competência da Câmara para legislar sobre isso? E as opiniões contrárias? Com certeza seria possível achar mais fontes que poderiam trazer outra linha de análise sobre isso.

Quando se fala do tema “metrô” em Curitiba, a polêmica é certa. Não são poucos os urbanistas (entre eles, o mais conhecido, ex-prefeito Jaime Lerner) contrários à proposta. Quando se propõe falar sobre o assunto em uma reportagem é preciso trazer as diferentes visões e conceitos sobre o metrô. Não basta, portanto, como foi feito na reportagem apresentada, ouvir o vereador que presidirá uma comissão sobre o assunto, sem questionar mais sobre o tema e as implicações que dele decorrem. Mesmo que não fosse uma análise de um urbanista. Outra informação seria importante e faltou: o que diz a Prefeitura sobre isso?

Na mesma linha, outras reportagens apresentaram problemas de escolha de fontes. Na matéria que trata sobre os produtos sem glúten, sem lactose e sem açúcar em supermercados, por exemplo, não fica muito claro quem foi a entrevistada. Chama-se a sonora da seguinte maneira: “A gerente Márcia, que preferiu não se identificar”. Afinal, ela não quis se identificar e foi identificada? E será que uma outra fonte não seria melhor para esclarecer assunto tão interessante? A reportagem carecia de mais informações. Por exemplo, a Associação dos Supermercados poderia (e deveria) ser ouvida, bem como seria bom trazer a palavra de um médico que pudesse falar sobre as implicações da medida.

Erros semelhantes foram observados na reportagem que trata da proibição do corte da internet pelas operadoras de telefonia celular, quando o consumidor utiliza determinada quantidade do pacote. Não se pode, de maneira nenhuma, ter em uma reportagem a seguinte frase: “A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Telecomunicações explica que…”. Nesta matéria, a sonora é colocada depois dessa frase. Ou seja: o ouvinte não sabe quem é o entrevistado. E mais: a sonora que está na reportagem não é da Cláudia Silvano, coordenadora do Procon-PR, conforme o off anuncia. Não sei onde ficou o erro. O fato é que a entrevistada não é a anunciada.

Outro tema polêmico: as revistas íntimas nas Penitenciárias. Aqui vale a velha fórmula (que jamais deve ser esquecida) de ouvir todos os lados envolvidos. Não se tem, na matéria, o posicionamento, por exemplo, do Sindicato dos Agentes Penitenciários. Ou mesmo da Secretaria da Segurança Pública. A própria reportagem inicia com a frase “Ainda há muita polêmica que envolve a revista vexatória”. Mas a polêmica acabou trazendo apenas um lado da discussão, mesmo que várias fontes tenham sido ouvidas.

O lado positivo das reportagens, que precisa ser destacado, é a tentativa de dinamizar a edição. Chamaram a atenção as boas reportagens, por exemplo, sobre o protesto anti Governo Federal, sobre a organização do movimento negro em Curitiba e sobre a manifestação de jornalistas. As três têm como característica comum a utilização dos chamados “abre-áudios”. Isso sempre valoriza uma boa reportagem radiofônica, porque, de certa maneira, o ouvinte é levado para “dentro” do fato que está sendo narrado.

Em relação ao radiojornal como um todo, que é a responsabilidade dos editores. Os entrevistados de estúdio foram bem escolhidos e as entrevistas bem conduzidas, na maioria das vezes. Mesmo que tenham sido um pouco longas, o que pode prejudicar a dinâmica que o radiojornal precisa. Ainda assim, bons e polêmicos temas foram abordados com o reitor Zaki Akel e boas histórias foram contadas pelo jornalista José Carlos Fernandes.

Outras entrevistas, no entanto, apresentaram problemas. Por exemplo: não se sabe ao certo o tema da entrevista com o presidente da Federação Paranaense de Futebol Americano. Ele praticamente “cai de paraquedas” no ar. Uma introdução, que vá explicar ao ouvinte o motivo daquela entrevista estar acontecendo, é sempre necessária. O tema e o “gancho” devem sempre estar bastante claros.

O quadro “Opinião”, muitas vezes tem sido confundido com uma crônica. Caso, por exemplo, do interessante texto sobre o 29 de abril. Mesmo assim, penso que esse nome, “Opinião”, é bastante pesado. Portanto, é preciso fazer dele algo que tenha mais uma característica de “Editorial”, ou convidar outras pessoas com análises mais profundas sobre os temas a serem abordados. Isso para que não se corra o risco de opinar sobre algum tema que não seja completamente dominado pelas âncoras e repórteres que fazem o radiojornal.

O quadro de “Esporte” é importante dentro de um jornal. Não acredito que “reduzi-lo” a um bate-papo simples e apenas opinativo não contribui muito para o ouvinte. É preciso ter, para além da simples conversa, a veiculação de notícias esportivas. Repito: não se pode correr o risco de cair só em uma conversa só de opiniões, sem informação. O radiojornal precisa de mais.

A prestação de serviço do trânsito, representada pelo boletim das obras nas estradas, precisa tomar alguns cuidados. Uma locução mais acelerada, mais “animada”, é desejável. Ao mesmo tempo em que é necessário localizar melhor o ouvinte sobre o sentido dessa ou daquela rodovia, o município e a altura em que fica esse ou aquele ponto de obras, para não correr o risco de confundir mais do que orientar.

Em resumo: o caminho começa bem. Tenho certeza que não faltam boas ideias de pautas a serem abordadas em um radiojornal. É preciso tomar cuidado para evitar que elas acabem se perdendo em meio a erros simples de serem corrigidos. Ao mesmo tempo, aos repórteres, fica a sugestão: sempre é possível avançar, conseguir mais informações, mais fontes, para fazer da reportagem cada vez mais completa e mais informativa.

* * * * *

Por Helen Anacleto

Todas as edições do jornal mostram que a equipe já tem definido o público: a comunidade acadêmica da UFPR. Mas isso precisa ficar mais claro na execução das matérias e na disposição delas ao longo do jornal. Como a duração do programa é realmente muito grande, entendo que os alunos encontraram boas soluções para preencher o jornal de conteúdo – seja com as boas crônicas ou com as corajosas colunas de opinião. Mas é preciso caprichar mais na forma: as entrevistas ainda estão ou muito longas ou muito arrastadas. Tenham sempre em mente de que, nela, a pergunta do repórter ou apresentador também é conteúdo e precisa ser feita de forma a chamar a atenção do ouvinte. Perguntas como “há quanto tempo você está aí?” ou “o que você já fez?” denotam despreparo para a entrevista. É preciso mostrar que se sabe sobre o entrevistado e explorar assuntos mais curiosos com ele do que dados básicos da biografia. As matérias são ousadas, ainda que algumas sejam apresentadas com lead vencido, como chamamos. Em um veículo universitário, é possível ousar. Então a dica é abusar ainda mais dos abre áudios, efeitos e trilhas (vide bom exemplo feito na matéria do futebol americano e do movimento negro na universidade). Cuidado com a edição das sonoras! No rádio, elas são como a imagem está para a TV: precisam ser cuidadas, editadas, tratadas. Algumas deixavam vazar parte do comentário do repórter e isso fica feio no ar. Atenção tambem para a escalada. Ela é o momento de maior tensão do jornal. O momento em que o ouvinte decide se fica ou se vai embora. Então, é preciso caprichar no texto, contar realmente o que vai ser tratado no programa com texto direto e sem enrolação. No mais, o trabalho de vocês é interessante e de muito vigor! Tão antenados com o mundo e o espírito é esse mesmo. Parabéns a todos!

PROGRAMA 1
MANCHETADA:
– circulo azul do asfalto
– desintegração do transporte
– dificuldades de abastecimento greve dos ônibus
– lei do feminicídio
COMENTÁRIO: poucas matérias na escalada. Pode colocar mais ênfase e mais trilha. A manchetada é um momento importante do jornal, precisa chamar a atenção. Saiba mais, conheça mais: não se usa.

REPORTAGENS:
*Desintegração – Julia Kreuss
“comenta sobre” – como explica, de acordo, segundo…
sonoras boas, curtas.
procurou a prefeitura e a Comec
Falou das mudanças praticar que já ocorreram

– boa vinheta de participação – importante pra quebrar o ritmo e dividir o jornal.

*Abastecimento – Mariana Dalaens
bom abre, boa introdução de fontes, voz agradável
tentar regionalizar mais a pauta, não se ater tanto aos atributos nacionais. tentar trazer isso pra nossa realizade.

*nota universidades
Boa nota, informativa e curta

*Volta às aulas – Luiza Guimarães
bom abre, explica o calendário.
mas foi muito curta. poderia ter sido dada pelos apresentadores. não deu pra entender se era nota ou matéria ou ao vivo.

*Festas DCE – Daiane Farináceo (assina a matéria)
abre não complementa a cabeça, que fala de festas. entra falando de reforma e revitalização. ficou em sentido no ar. reportagem informativa, bom uso de fontes. aprofundamento em outros problemas.

*Senado – Luiza Guimaraes
nota curta, informativa, mas sem sentido na ordem do jornal.

*Círculos Azuis – Ana
“confira o que disse” – de acordo com o…
na introdução à fonte, precisa descrever melhor a função/profissão do entrevistado pra que o ouvinte possa ter ideia se pode ou não acreditar 100% no que ele diz. não se sabe se é especulação ou certeza.

PREVISÃO DO TEMPO – participação do Simepar

PRÓXIMO BLOCO – chama matérias, muito bom

REPORTAGEM
*Feminicidio – Julia
como a matéria foi ao ar depois da aprovação, precisaria rever o lead, que está velho.
bom uso de fontes. advogado criminalista faz o paralelo com a Maria da Penha.
bom uso de estatísticas.

COLUNA – Rafaela
bom abre na opinião. bom uso de estatísticas, destaca violência dentro da própria casa. fechamento sem muito sentido.

ENTREVISTA – Nicole
boa entrevista. boa formulação de perguntas. cuidar com o público: entrevistada diz “puta”. jornal grande precisa de conteúdo, mas é possível pensar em entrevista menor ou permear a conversa com pergunta de ouvintes, fala povo, etc.

REPORTAGEM
*Oficina da Mulher – Cleide
analisar validade: se já foi, adianta fazer? se sim, teria que reavaliar o lead.

PRÓXIMO BLOCO – chama mais matérias

VINHETA – participação

REPORTAGEM
*Livro dos novos – Giovana
bom abre. trouxe a novidade de dois alunos da graduação participarem da edição já no lead. poderia ter invertido o uso de fontes: priorizar os alunos para acompanhar a informação principal do texto. bom uso da nota pé.

QUADRO – Olhar Sobre Curitiba
entrevista com dois alunos de Moçambique. bem legal! conversa bem solta.

AGENDA CULTURAL
bom texto, solto.

ESPORTES
bom bate papo. bolão, projeções.

TRÂNSITO
poderia estar no meio do jornal e encerrar com o Esporte ou Agenda Cultural

AVALIAÇÃO GERAL:
Programa tem uma “cara”. Primeiro bloco mais factual, com assuntos mais “quentes” — que estão acontecendo ou aconteceram há pouco tempo; segundo com análise mais profunda sobre o Feminicidio, com bom uso de entrevista; o terceiro bloco leve, com quadros, agenda e comentários do Esporte. Assuntos bem divididos, com uma outra nota sem encaixe no meio do jornal. As vinhetas são bem usadas para dividir os temas. O ato de chamar os próximos assuntos é muito positivo: prende o ouvinte para os próximos blocos do jornal. Apresentadores soltos, vozes agradáveis. Podem apostar em uma outra parte de improviso, não só na leitura das lauda. No rádio, o coloquial, o sorriso na hora certa e a interação dos apresentadores aproxima o ouvinte, da familiaridade pra quem acompanha.

PROGRAMA 2
MANCHETADA:
– segurança bicicleta
– aplicativo lugares seguros
– ouvidoria público
– caixas eletrônicos
– icms
– ovos Páscoa
– curso 50 anos
– budismo
COMENTÁRIO: Conheça sobre, saiba mais: não se usa. Prefiram sempre texto direto, duas linhas mo máximo que dão a dimensão exata da notícia sem contar tudo. Manchetes normalmente dão ordem de importância das matérias no jornal. Aqui, se abre com ciclistas, mas o jornal não começa com o isso. Confunde o ouvinte. Erro no comecinho desestabiliza. Atenção às vinhetas!

ENTREVISTA
50 anos do curso de Jornalismo
Mario Messagi Junior
Bom bate papo, entrevista curiosa e com bons resgates históricos. Podia ter vindo acompanhada de um fala povo sobre a universidade ou uma boa reportagem sobre os 50 anos. Fato deveria ter sido mais valorizado.

REPORTAGEM
*Lugares seguros – Cleide
Boa reportagem. Abre com fala povo chama a atenção. Cuidar com qualidade das sonoras. Selecionar melhor dos trechos, algumas delas ficaram muito longas.

ENTREVISTA
*Preço ovos de Páscoa
Claudia Silvano – Procon
Flui bem, traz boas informações. Poderia ficar mais pro meio do jornal, pra não cansar o ouvinte com duas entrevistas mais longas seguidas.

REPORTAGENS
*Caixas eletrônicos em lugares públicos – Orlando
Abre perfeito, vai direto ao ponto. Matéria completa. Faltou identificar o entrevistado: vereador Pastor Valdemir fala sem introdução no início e só é identificado depois. Bom fala povo! É sempre importante ouvir quem vai ser afetado pela lei.

*Ouvidoria Pública – Ana
Lead da matéria repete a pergunta feita na cabeça lida pelos apresentadores. Podia ter aberto com: a partir de “tal dia” Curitiba vai ter um ouvidor o primeiro ouvidor eleito depois de “x” anos da criação do órgão. Sempre importante pensar no fato futuro à notícia, em alguma consequência dela pra renovar o lead. Deixa muitas informações na boca do entrevistado.

PREVISÃO DO TEMPO
não identifica a meteorologista.

BOLETIM DE TRÂNSITO
casou bem com a previsão do tempo.

PRÓXIMO BLOCO – boa passagem com uso de música; dá pra incorporar também o hábito de chamar as próximas matérias. Bem legal os spots usados no intervalo!

REPORTAGEM
*aumento ICMS – Tais
Abrir com o personagem é sempre legal. Aproxima o ouvinte do tema: afinal, como esse tal de ICMS influencia a minha vida? Com o exemplo do comerciante, já da pra te um ideia do que deve aumentar. Muito bom o exemplo do gás. Quando já temos o fato concluído, ou seja, a decisão do governo já foi votada, precisamos sempre pensar no fato futuro, na consequência da notícia. Isso renova o lead e dá a nova dimensão da informação.

VINHETA PARTICIPAÇÃO: sempre importante ter! Quebra o ritmo do jornal.

NOTA
*Reforma prédio DCE
Evitar usar “Fala mais” para introduzir fala da fonte. Substituir por “segundo fulano, blá-blá-blá” ou “como explica, como conta, como argumenta fulano” e colocar algo na sonora que complemente a fala e não repita o que ele já disse.

REPORTAGEM
*Ciclorotas em Curitiba – Fernanda
Abre com informações atualizadas. Introduz o entrevistado pelo apelido: não se faz. É preciso dar a profissão e o nome completo, sempre. Há vazamento da fala dos apresentadores durante essa reportagem. No mais, matéria redondinha com entrevistados pertinentes.

GIRO – sempre legal depois de uma sequência de matérias. quebra o ritmo do jornal
*autismo
*falta de água

CHAMADA TV E JORNAL COMUNICAÇÃO
bate papo legal: importante fazer esse link entre os veículos que a universidade tem.

PRÓXIMO BLOCO – chamou assuntos do próximo bloco e trouxe nova música. Bom recurso.

REPORTAGENS
*Budismo – Júlia
Abre muito burocrático. É preciso trazer sempre a novidade: se é uma matéria fria, temos como opção a informação de quantas pessoas praticam no mundo (que veio logo em seguida) ou a história do personagem. Matéria se desenvolve bem, traz informações bem completas.

*LGBT – Milton
Lead antigo: fala do evento no último fim de semana. Preciso pensar num fato posterior pra não deixar a notícia velha. No meio da matéria, uma estatística bem importante sobre morte de LGBTs.

RESENHAS
*festival de teatro
Bom uso de abre áudios! Matéria da Giovanna muito completa, mas longa.

AGENDA CULTURAL

OPINIÃO
É preciso introduzir o tema e o colunista. Destoa do bloco: a última parte do jornal é sempre o mais leve. Colocar opinião no meio do jornal valoriza o debate e chama os ouvintes a participar.

QUADRO – Um Olhar sobre Curitiba
Entrevista – Orlando
Gosto muito do quadro. Acho que humaniza Curitiba, humaniza os entrevistados e aproxima. O depoimento deles é sempre muito revelador sobre o que somos enquanto cidade. A revelação de que ninguém sabe onde fica o Decom foi a melhor parte! 🙂

ESPORTES
Não identifica quem vai falar de esportes. É preciso se policiar: o ouvinte tem que saber exatamente o que vai acontecer, pra não se sentir perdido. Quem vai falar sobre o que? Essa divisão é importante.

AVALIAÇÃO GERAL:
Ao contrário do primeiro programa avaliado, esse perdeu um pouco a organização. Os blocos não trazem assuntos agrupados por temas ou proximidade. Algumas matérias ficaram soltas, sem muito sentido, nos blocos. No terceiro, por exemplo, o programa trouxe uma matéria sobre os LGBTs que poderia ter sido usada no primeiro ou segundo blocos, por ser mais séria. A coluna de Opinião também ficou deslocada no fim do jornal. Parece que o terceiro bloco se arrastou muito. Tem que terminar pro alto! 🙂 A qualidade das matérias é boa, com debates importantes. Destaque para a do ICMS com uso corretíssimo de personagem e o fato de ela conseguir trazer pro ouvinte o efeito do aumento da alíquota. Reitero a orientação para o uso de “conheça mais”, “saiba mais” na escalada. Não agrega e não chama a atenção. O segredo é usar sempre o verbo que seja mais curioso pro ouvinte sem contar tudo o que ele vai ouvir. Mais erros técnicos nesse programa. Apresentadores, redobrem a atenção nos microfones!

PROGRAMA 3
MANCHETADA
– festival coffee
– feira orgânica
– ciclovias UFPR
– feirão do livro
– tráfico universidades
– ruas com nome de generais
– rua São Francisco
COMENTÁRIO: escalada mais dinâmica, com mais informações. Atenção para o texto, que precisa ser mais direto, contar efetivamente do que vai tratar a notícia. Atenção também para a ordem de importância da notícia. O tráfico de drogas na universidade me parece o assunto mais quente dessa edição e poderia ter iniciado a escalada.

REPORTAGENS
*rua São Francisco – Orlando
Boa reportagem. Pra não ficar muito chapa branca, poderia ter contraposto a presença das crianças a depoimentos de que a rua era perigosa, tinha/tem registro de tráfico em drogas.

*feira orgânica – Milton
abre com dado dizendo que Curitiba e um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Precisa cuidar com a fonte dessas informações. Boa introdução à fonte, aproxima muito do ouvinte. Bom uso de sonoras.

VINHETA PARTICIPAÇÃO – quebra o ritmo do jornal. Sempre bom usar.

GIRO:
– greve de caminhoneiros: boa nota, de serviço.
– tornado xanxerê: balanço da defesa
– baleado shed: projeto de lei que proíbe álcool para armados (nota muito longa pra um giro.)

REPORTAGEM
*feirão do livro – Cleide
Bom abre. Já dá a dimensão do evento mostrando quantos livros estão expostos. Bom uso do Fala Povo. Aborda queda nas vendas causada pela crise. Reportagem bem completa.

*segurança universidades – Mariana
Lead velho. Precisa avançar no fato que é subsequente ao gancho: o que mudou depois da bala perdida. A universidade tomou alguma atitude? Boa entrevista com o tenente. Atenção à edição da sonora do aluno. Vazou uma parte da fala da repórter.

PREVISÃO DO TEMPO
Sheilla – Simepar

MÚSICA

FIGURAS PARANAENSES
*Michael Daves – antes de qualquer entrevista é preciso contextualizar o bate papo. Quem é o entrevistado? O que ele já fez? Deixar a fonte responder isso na primeira pergunta é desperdício de tempo. No mais, a entrevista é bem bacana, flui bem. Opinião diferente sobre pichação x graffiti.

REPORTAGEM
*feira coffee – Thaís
Abre legal! Se houvesse a possibilidade de trilhar a matéria, o texto seria mais valorizado. Já introduz um dado legal no começo e emenda com boas sonoras. Boa percepção de que a feira talvez não fosse o lead principal. Introdução boa ao evento. Boa nota pé.

BOLETIM DE TRÂNSITO

REPORTAGENS
*ciclovia universidades – Ana
Teria que abrir já com informações sobre como seria a ciclovia. A parte da “intenção” do pesquisador em fazer o projeto fica para uma segunda parte da matéria.

*ruas com nomes de generais – Julia
Lead antigo. O projeto já foi apresentado, então vai passar pelas comissões. Poderia ter dito: deve ser votado nas próximas semanas o projeto de lei que… Fato futuro, sempre, pra não dar tom de notícia velha. Bom uso do Fala Povo. Sempre importante ouvir o que a população acha.

OPINIÃO – Thaís
– boa introdução à colunista. poderia interagir mais.

DESTAQUES – jornal comunicação; TV

CULTURA
Conversa com aluna. Não introduziu o que é o quadro. Início do bate papo muito arrastado. Informações como quanto tempo ela está e onde ela está poderiam ser dadas na cabeça.

MÚSICA

SPOTS – muito bons

ESPORTES
– futebol americano: bate papo bem legal. Curitiba é referencia no esporte no país.

REPORTAGEM
*futebol americano – Luíza
Excelente uso de abre áudio! Entrevistas feitas no campo de jogo levam o ouvinte até o campo. Regionalizou o tema ao falar do time da UFPR. reportagem explica o esporte sem cansar o ouvinte. Poderia ser um pouquinho mais curta.

ESPORTES

CULTURA
*crônica – Luiza
Boa crônica. Excelente texto. Mas a coluna esta deslocada no jornal: poderia ter sido feita no bloco de Cultura, não depois do bate papo do esporte.

AGENDA CULTURAL

AVALIAÇÃO GERAL:
Jornal mais informativo de todos. Muitas reportagens boas, com abre áudios excelentes e bom uso de sonoras. O destaque positivo é justamente esse: saber que os alunos foram a campo e deram voz ao “povão”, que, em última instância, e quem realmente interessa para o jornal. Ainda é possível melhorar na disposição das matérias: assuntos de maior impacto devem abrir o jornal e as matérias mais leves e menos factuais podem ser dispostas ao longo do programa. Bons quadros de opinião, bate papo é crônica. Em um jornal de uma hora, é preciso ter momentos mais leves. Apresentadores: se soltem e interajam mais! O jornal vai ser ainda melhor se vocês conseguirem conversar mais improvisadamente, sem ficar presos ao script.

PROGRAMA 4
MANCHETADA
– movimento negro: chamada pouco explicativa
– pacote de dados
– segurança no São Lourenço
– litercultura
– cinema para deficientes visuais
COMENTÁRIO:
Escalada muito curta e sem informações. Boa chamada de repórteres, mas está feita de forma equivocada. Precisa trazer informações contundentes e o repórter complementa.

ENTREVISTA – Zaki Akel Sobrinho
Boa entrevista, com temas importantes pra universidade como a reforma do DCE, bem discutida pelos jornais. Muito importante ter tocado em assuntos polêmicos como o do 29 de abril.

MÚSICA

SPOTS

VINHETA PARTICIPAÇÃO

REPORTAGEM
*indicativo greve UFPR – Fernanda
Atenção pro abre: precisa sempre falar do que virá, não do que já foi.

BOLETIM DE TRÂNSITO

PREVISÃO DO TEMPO
Lizandro Jacobsen – Simepar
A previsão do tempo e um momento que permite os apresentadores ficarem mais soltos. Vale conversar mais, interagir mais com o meteorologista.

REPORTAGEM
*movimento negro – Cleide
excelente abre áudio no início! Chama a atenção. O texto da Cleide é ótimo. Envolve e leva o ouvinte até o local. Bom uso de personagem já no início.

OPINIÃO
Não identifica quem vai dar opinião. Se é o apresentador, não precisa, mas se é colunista, precisa identificar. Opinião bem embasada, com bons argumentos. Mas o uso de “ouvi dizer” e afins deve ser analisado: o colunista de opinião precisa ser contundente, seguro.

REPORTAGEM
*3G acaba rápido – Mariana
Lead antigo. Fala do que já foi. Poderia ter aberto com o número de reclamações já feitas com relação à mudança ou coisa assim. Não identifica o primeiro entrevistado. Caberia um fala povo com as pessoas reclamando dessa mudança ou falando o que acham dela.

GIRO
Atenção à pronúncia: Fachin tem som de q, não de x.
Repórter também diz Patruska, mas o nome da presidente do Sindarspen é Petruska. Importante corrigir.

DESTAQUES – Jornal Comunicação.
Leitura pouco empolgada. É preciso dar mais ênfase aos assuntos.

DESTAQUES – TV Comunicação
Apresentadores também poderiam ter interagido mais com a repórter.

AGENDA CULTURAL
Apresentadores, novamente, poderiam ter interagido com a repórter no início. Ela não se identifica no início.

REPORTAGENS
*cinema para deficientes visuais – Cleide
Driblou a falta de gancho com a história do personagem. Uma ótima saída, sempre. A construção do cinema é contada de forma muito humana. Excelente uso dos personagens, inclusive com críticas ao espetáculo.

*Litercultura – Fernanda
Matéria bacana, aproxima o ouvinte da possibilidade de participar de eventos assim.

ESPORTES
O bate papo entre o Bruno e o Lucas é sempre legal. Daiane, participa também! 🙂

AVALIAÇÃO GERAL:
Mesmo com uma hora de jornal, senti falta de informação. Entrevista com o reitor foi boa, mas poderia ter sido permeada por perguntas gravadas pelos próprios estudantes. Meia hora de entrevista é muito tempo, mesmo sendo o reitor. A solução seria permear com o fala povo ou matérias para que ele comentasse. Escalada promete matéria sobre segurança nas proximidades do São Lourenço, mas não entrega. Blocos estão bem divididos, com o último sendo mais leva, com Cultura e Esporte. Senti falta de interação entre os apresentadores. Falaram pouco entre si e com os entrevistados. Não precisa ter medo de improvisar.

PROGRAMA 5
MANCHETADA:
– haitianos aprendem português
– parada foodtruck
– fanzines e zines
– festival olhar de cinema
COMENTÁRIO: escalada muito curta e sem informações. Chamar a repórter pressupõe que ela vai complementar o que diz o apresentador. Nesse caso, ela repete exatamente o que já foi dito.

REPORTAGENS
*Haitianos apresentem português – Julia
Lead perfeito. Vai direto ao ponto. Como sugestão, valeria abrir com algum haitiano lendo em português. Não dá o sobrenome dos entrevistados haitianos. Seria importante passar o telefone de contato no fim da matéria.

*Foodtruck
Lead velho. Já se falou do evento antes de ele ser feito. O que vem depois é importante? Poderia ter feito um balanço pra renovar o lead: quantas pessoas passaram? Quanto foi vendido? Materia pouco informativa.

PREVISÃO DO TEMPO
Sheilla – Simepar
Boa introdução dos apresentadores. Lembrar de interagir mais com os meteorologistas, também. Cumprimentar, inclusive. Às vezes, eles dão bom dia sem que o apresentador o tenha dado.

BOLETIM DE TRÂNSITO

OPINIÃO – Giovanna
quem dá a opinião? incomoda ter que esperar até o fim pra saber quem está falando. opinião muito contundente, o espírito é esse mesmo. antes da coluna, é importante que os apresentadores introduzam o assunto, contem o que houve. Nem todo mundo sabe sobre o que vai ser dito. A colunista faz essa contextualização, mas é necessário que os apresentadores a fizessem.

FIGURAS PARANAENSES
*casa do contador de histórias
Falta contextualização. Antes de chamar entrevistado, é necessário explicar quem é, o que faz, pra que serve a casa, enfim. Entrevista boa.

GIRO – sempre um bom recurso para quebrar o ritmo do jornal, mas atenção aos assuntos: vai de política à cultura e volta pra política.
*comissão aprova redução maioridade penal
*dia mundial do fusca
*proibição venda bebida armados
*cinema francês

DESTAQUES – jornal comunicação

ENTREVISTA
*Glaucio Dias – assessor do Sindimoc
Assunto importante, que devia ter entrado no primeiro bloco. Mesmo assim, não estava nem na escalada. Importante destacar que usar assessor de imprensa como fonte é bem delicado. Prefiram sempre a fonte direta da instituição. Falas muito partidárias, há que se tomar cuidado.

AGENDA CULTURAL
informações de serviço bem passadas.

CULTURA
*fanzine e zine – Fernanda
Matéria explicativa. Poderia ter contado mais a história pela entrevistada. Sonoras podem ter até 30′ que está ok!

*Olhar de cinema – Tais
Matéria bacana.

ESPORTES
Bate papo legal, bem informativo. Mas achei esse longo, especificamente.

QUADRO – Olhar Sobre Curitiba
Bate papo muito legal com os intercambistas! Conversa solta, muito boa. Poderia ter encerrado o jornal com ela.

CULTURA
*crônica clássico – podia ter sido colocada junto ao quadro de esportes pra ter mais sentido.

AVALIAÇÃO GERAL:
Jornal com mais informações, mais utilidade pública. Apresentadores mais à vontade. Alguns erros de avaliação na montagem do jornal: é preciso sempre priorizar a informação mais quente, mais factual. Como a greve do transporte, por exemplo. O texto das matérias já demonstra amadurecimento no uso da linguagem. Ferramentas como o “como explica”, o “de acordo” já são mais usadas e dão mais padrão ao texto do repórter.

 

* * * * *

Por Guilherme Grandi

No final do século passado, o jornalismo norte-americano criou uma das principais técnicas adotadas pelas redações de todo o mundo ao contar um fato: o “lead”! Em bom português, o “lide” é aquele primeiro parágrafo da matéria em que a história é praticamente resumida em seis perguntas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por quê. Ele tem como objetivo conduzir e guiar o leitor/ouvinte/telespectador ao que encontrará nos textos a seguir.

Alguns anos depois, o austríaco Carl Tuí Hummenigge criou a teoria da “pirâmide invertida”, ainda durante a Primeira Guerra Mundial. Esta escalada ‘ao contrário’ acabou por ditar a produção jornalística das redações ao redor do mundo. Basta analisar as reportagens veiculadas em todos os meios para perceber como a teoria é aplicada: o assunto de maior relevância em primeiro (a base da pirâmide, mais robusta), e o menos relevante ao final (o topo mais fino). Tudo isso está disponível nos principais manuais de redação do país, como Folha e Estadão, mas também em trabalhos acadêmicos espalhados pela internet e até mesmo na Wikipedia (ou seja, não é por falta de informação).

E aí, ao analisar cinco programas de rádio produzidos pelos alunos de jornalismo da UFPR, eu faço a seguinte pergunta: “onde foram parar os dois principais pilares de sustentação da notícia???” Não que a obrigação de se ouvir os dois lados da notícia não seja importante. Ela o é, com certeza! Mas, deve ir junto com as técnicas de objetividade na formatação da notícia. Aliás, estas são técnicas que devem ser ensinadas logo no primeiro dia de aula da faculdade, e batidas a esmo na cabeça de cada um dos futuros jornalistas.

O que vejo nos cinco programas, desde o segundo ao 13., é que pouca coisa evoluiu no aprendizado destes alunos. A começar pelo começo (óbvio), em se classificar o que são estes trabalhos: seriam eles radiojornais noticiosos, factuais, ou meros programas de revista, de variedades? O jornal dos alunos da UFPR está longe de ser qualquer um deles, já que parece ter abolido os conceitos de “lead” e de “pirâmide invertida”.

Logo nas manchetes, poucos destaques chamam para o que ouviremos em mais de uma hora de produção. Aliás, destaques estes sem profundidade, pasteurizados, e com muletas como “saiba mais…” ou “descubra como…”.

Depois, o próprio planejamento do programa. Ou a falta de planejamento,embora o ‘deadline’ tenha sido de uma semana. Uma semana de planejamento? No diário, nós levamos menos de um dia! Então por quê o programa dos alunos da UFPR parece ter sido simplesmente jogado ao ar? Havia um espelho, um planejamento? Não me parece. Todos os programas pecam pela falta de uma estrutura para conduzir o ouvinte. Matérias importantes estão jogadas no meio dos programas, como a falta de segurança na região do parque São Lourenço (programa 13), em que o jornal abriu com uma reportagem sobre ópera nas escolas. Ou ainda a paralisação dos coletores de lixo e dos carteiros citada no programa 2, que começou com uma longa análise dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff, realizados dias antes. O assunto dos protestos era importante? Era, claro, mas que fosse relatado com uma reportagem e depois, mais para o meio do programa, com uma análise política.

Me chamou muito a atenção uma reportagem sobre a construção de uma nova barragem para o abastecimento de água em Curitiba. Foi no programa 5, e a matéria mais tinha cara de assessoria de imprensa a favor da Sanepar do que para efetivamente informar o ouvinte. Qual era o gancho da pauta, a crise hídrica em São Paulo? Qual a comparação? Números? Dados?

Para encerrar a análise, também me chamou a atenção a forma como o congresso Intercom Sul foi abordado pelos alunos. Será que um encontro como esse serve apenas para “confraternizar” os alunos de comunicação de todo o Brasil? É sério mesmo que nenhum dos trabalhos apresentados rendeu uma discussão que valesse ser reportada? Será que o único chamariz do Intercom Sul foi a chegada de gente que passou horas e horas em um microônibus sem banheiro? E que a PUC-PR vai sediar o encontro do ano que vem?

Após analisar minuto a minuto de cada um dos cinco programas, eu me pergunto: o que as nossas faculdades estão formando? Ou, os alunos estão tão engajados no aprendizado como deveriam?

Os erros verificados no “radiojornal-que-não-é-radiojornal” parecem ser um reflexo de que estes estudantes simplesmente não ouvem um radiojornal de verdade, em que todas as teorias que aprendemos em sala de aula são aplicadas! Lead/lide, pirâmide invertida, análise consistente, objetividade…

É de se pensar que estes alunos já passaram por uma peneira das mais seletivas, a de entrar em uma universidade do nível da Federal, e que não levam isto em consideração. Há uma ou outra exceção nos trabalhos apresentados. Mas, jornalismo é trabalho em equipe, se um não fizer como deve, todo o resultado será insatisfatório. Uma dica aos futuros jornalistas: leiam mais, escutem mais! Mais jornais impressos, online, radiojornais, telejornais…

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