qua 11 fev 2026
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ONG de Araucária lança campanha do R$1 para transformar a vida de animais abandonados

O projeto mostra como contribuições mínimas podem sustentar o trabalho de voluntários dedicados a animais vulneráveis

Com o aumento de abandonos e a queda nas doações, a ONG Salvando Dogs lançou a campanha do R$ 1 para conseguir manter ração, medicamentos e atendimentos veterinários. A iniciativa tenta criar uma espécie de vaquinha contínua, em que pequenas contribuições ajudam a sustentar o trabalho cotidiano com os animais. 

Com apenas R$1 é possível ajudar a ONG. (Foto: Vitória Panza)

Aos poucos, Viviane percebeu que o resgate de um animal puxava o do próximo. Os pedidos aumentaram, as histórias também, e o que era um gesto individual virou trabalho de todos os dias. A Salvando Dogs cresceu assim, acompanhando cães acolhidos e comunitários e tentando dar conta do que aparece. 

A história da Salvando Dogs não começou com a ideia de montar uma ONG. Começou com um choque. Viviane viu um homem espancando uma cadelinha na rua. Ela ainda respirava, mas não conseguia mais andar. Ela levou a cachorrinha para casa, cuidou como pôde e, dali em diante, não conseguiu mais ignorar o que via. Aquele resgate abriu a porta para todos os outros. 

Ela sempre teve cães desde criança e sempre se doeu mais do que os outros diante do sofrimento animal. Na casa da família, os bichos apareciam, ela cuidava, mas o pai não deixava ficar por muito tempo. Hoje ela entende que era outra época, mas ficou a sensação incômoda de que poderia ter sido diferente. Talvez por isso, adulta, tenha decidido agir. 

O tempo foi passando e os resgates, que eram poucos, se multiplicaram quase sem que ela percebesse. Vieram os cães da vizinhança, os abandonados na chuva, os atropelados, os que envelheceram sozinhos nas ruas. A pandemia ampliou tudo: mais abandono, mais procura, mais gastos. Viviane parou até de viajar. Com 50 anos, sente o corpo cobrar. E os filhos, já crescidos, veem a rotina apertada, mas entendem que esse trabalho é parte dela. 

Foi quando percebeu que, sozinha, não dava mais conta. A cidade tem serviços públicos, mas o volume de animais abandonados e as ninhadas que surgem a cada esquina tornam qualquer resposta lenta demais para quem está no meio da urgência. As despesas cresceram, os medicamentos ficaram mais caros e as feiras já não resolvem sozinhas. Então veio a decisão de formalizar o que ela já fazia: nasceu a Salvando Dogs. 

Hoje ela cuida de 34 cães sob responsabilidade direta e indireta. Limpa, alimenta, organiza bazares, pede ajuda, negocia parcerias com clínicas, leva e busca animais. O salário inteiro vai para eles, e ela ri ao contar que não há tomada, coberta ou móvel que realmente sobreviva por muito tempo. 

A alimentação dos animais depende, principalmente, da doação de voluntários. (Foto: Vitória Panza)

Apesar do cansaço, Viviane fala dos animais com um cuidado que não se disfarça. Diz que não é só amor, é compaixão. É saber que, sem alguém para intervir, muitos deles terminariam a vida invisíveis, ignorados como já começaram. E é por isso que continua. 

Desta forma, ela pede ajuda da população com doações de qualquer valor pela chave PIX 41988176805 (Caixa Econômica). Acompanhe o projeto Salvado Dogs pelo Instagram @salvando_dogs. 

Izabel Forquim
Estudante de Jornalismo da UFPR e autora no Jornal Comunicação.
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Estudante de Jornalismo da UFPR e autora no Jornal Comunicação.
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