sáb 16 out 2021
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Pulseiras para a Fan Fest esgotam em menos de duas horas

Cerca das 9h30 da manhã, a fila para conseguir uma pulseira no Parque São Lourenço já estava dando a volta na pista de cooper, que tem cerca de 3km de extensão. A multidão se reuniu na expectativa de conseguir ingressos para acompanhar a partida entre Brasil e Camarões, na Fan Fest de Curitiba.

Cerca de 15 mil ingressos foram distribuídos em menos de duas horas

Acompanhamos a fila junto de Luiz Alberto Rauch, 57. Ele trabalha em um estacionamento na rua João Gava, a mesma da Pedreira Paulo Leminski, e conta que, desta vez, foi tentar conseguir um par de ingressos para um casal de turistas que deixará o carro nas proximidades. “Eu estou otimista. Mesmo estando no final de uma fila deste tamanho, creio que conseguirei, nem que eu seja um dos últimos”, afirma Rauch. Contagiado pelos companheiros, ele não perdeu a empolgação durante a 1h30 que permaneceu no parque: “Hoje vai ser uma grande festa”.

Bárbara Carvalho, 17, acredita que o tamanho da fila se deve a falta de organização da FIFA. “Ficar uma hora na fila, em baixo de sol, é um absurdo e reflete um pouco do descomprometimento deles com a gente”, comenta Carvalho. Ela conta que quase desistiu ao ver o que teria que enfrentar. “Eu só consegui ingresso porque encontrei um amigo que estava com a mãe dele. Ela saiu e deu o lugar para mim”, revela. Bárbara foi uma das últimas a conseguir pulseiras, mas a indignação com a situação não passou: “Isso que tem jogo aqui em Curitiba hoje. Se o Brasil passar de fase, vamos ter que ficar dias aqui para conseguir”.

Sem sorte

Mesmo sem pulseiras, australianos não deixarão de festejar o mundial

Apesar da boa energia, os australianos Haley MacDonald, 23, e Nathaniel Harris, 28, não conseguiram pegar pulseiras. Os dois chegaram por volta das 10h30 no Parque e ficaram decepcionados por não poder acompanhar a festa brasileira na Fan Fest de Curitiba. “Nós já passamos por Porto Alegre e vamos para São Paulo, mas até por lá encontramos filas enormes para entrar no espaço”, conta MacDonald. Ambos assistirão a partida que acontecerá na Arena da Baixada, entre Espanha e Austrália, e dizem ter um plano alternativo para a segunda partida da tarde: “Vamos encontrar um bar lotado de brasileiros. Somos apaixonados por futebol, nossa torcida vai para o Brasil”.

Luana Koch, 16, estava acompanhada por dois amigos. O trio veio de Fazenda Rio Grande, cidade da região metropolitana de Curitiba, e não conseguiu pulseiras. “Nós fizemos quase uma viagem até aqui. Estou muito desapontada de ter que voltar para assistir o jogo em casa”, confessa Koch. Eduardo Vieira, 16, conta que chegou atrasado e já sabia que não conseguiria pegar por conta própria: “Levei sorte de ter um amigo com ingresso sobrando”.

Confusão

Policiais confiscam pulseiras de cambistas

Houve um princípio de tumulto quando torcedores indignados foram tirar satisfação com os voluntários da Copa do Mundo. Para tentar acalmar os ânimos, policiais da Guarda Civil entraram em ação e tentaram explicar que a fila já estava grande antes mesmo dos portões abrirem. “Não adianta reclamar, teve gente que chegou aqui ontem a noite, e muitos outros vieram de madrugada”, informou um dos guardas.

A menos de 10 metros dos portões, um cambista vendia um par de pulseiras para uma estrangeira. As pessoas que estavam perto começaram a gritar e os policiais precisaram intervir e retirar os ingressos do homem para que não houvesse mais tumulto e confusão. Cerca de 40 pessoas permaneceram no local protestando contra a situação.

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