qua 20 out 2021
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Torcedora leva as cores do Brasil para a rua de casa

Nem mesmo os postes e pontos de ônibus deixam de receber as cores da seleção. Foto: Aléxia Saraiva

Diversidade e criatividade é o que não falta entre os torcedores da seleção brasileira. Há os que se contentam com completar o álbum da copa, há os que têm tradições para assistir aos jogos e, especialmente neste ano, há os que fazem questão de ir ao estádio.  Nenhum desses é o caso de Silmara Iglesias. A paixão que essa torcedora do Brasil nutre extrapola há 20 anos o portão da sua casa: ela pinta de verde e amarelo muros, postes, calçadas e o que mais existir na sua rua.

A tradição começou como uma homenagem a Ayrton Senna, quando ele morreu em 1º de maio de 1994, ano de Copa. “Saí do meu emprego e usei o fundo de garantia. Decorei tudo sozinha e fiz realmente por amor”, ela explica. Nasceu, assim, a promessa de enfeitar a rua em todas as Copas do Mundo enquanto ela estivesse viva.

Com o tempo, a paixão foi crescendo e quem ficava à volta de Silmara começou a ficar contagiado pela animação, apoiando as reformas. “Os vizinhos sempre ajudam quando podem, pintando, doando tintas ou até dinheiro”, conta.
Para junho, a reforma da rua está quase pronta. Falta pintar o asfalto, pendurar as bandeirinhas e decorar a garagem, que é ponto de encontro em todos os jogos do Brasil e lota em dia de jogo. Nestes dias cerca de 200 pessoas visitam a casa de Silmara para vibrar pela seleção.

Apoio

Silmara recentemente passou a receber apoio de fora para colorir o espaço. “O patrocínio vem de lojas de tinta, comércio do bairro e moradores. Quem não tem tinta dá dinheiro”, ela conta.

Luis Eduardo Ribas, de 22 anos, se mudou para a rua de Silmara há pouco tempo, e por isso é sua primeira Copa do Mundo decorada. Ele apoia a iniciativa: “Se todo mundo pensasse igual, seria ótimo. Ela tem o esforço dela e o pessoal ajuda, mas é complicado fazer tudo”, ele afirma. Quanto ao apoio da família, Silmara conta que as três filhas sempre ajudam no que é necessário, e inclusive uma delas é responsável pelo álbum de figurinhas da Copa.

Mesmo com pouca ajuda, Silmara não deixa a promessa de lado. “Este ano fui muito criticada, porque ninguém queria a Copa aqui. É a única Copa que eu vou ver que será no Brasil. Mesmo com pouca ajuda, eu não desisti. É por amor. Sou patriota, sou brasileira e vou ficar com ela até o final”.

Convocados para a Copa do Mundo

Sobre a divulgação da seleção brasileira anunciada pelo técnico Felipão no dia 8, ela afirma ter gostado. “Acredito muito no Júlio César, no Neymar e no Daniel Alves. A gente tem tudo pra chegar lá.” Independentemente do resultado da Copa, Silmara acredita que a comemoração tem que acontecer. “A Copa é aqui, e se nós, brasileiros, não fizermos essa festa pro Brasil, quem vai fazer? A decoração na cidade está muito devagar, o povo está desanimado, mas não eu”, ela afirma.

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