qua 05 out 2022
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Universidade do Esporte amplia acesso a modalidades esportivas em Curitiba

Com aulas gratuitas e boa infraestrutura, o projeto incentiva a realização de atividades físicas desde a infância

A prática de exercícios é extremamente benéfica ao corpo humano, e crescer com esse hábito faz toda a diferença para uma vida saudável. De acordo com especialistas do British Journal of Sports Medicine, o esporte, quando praticado durante a infância contribui para o bem-estar físico, auxilia no desenvolvimento cognitivo, na elevação da autoestima, na interação social, além de outros benefícios.

O alcance das pessoas ao esporte está diretamente ligado a renda e escolaridade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, é de conhecimento comum que grande parcela dos brasileiros não tem acesso a recursos para realizar esportes. O Brasil é o segundo país com maior concentração de renda do planeta e a pobreza atinge cerca de 30% da população.

Em Curitiba, existem iniciativas que colaboram para difusão do esporte e da cultura para a comunidade. No bairro Tarumã, encontra-se a Secretaria de Estado do Esporte do Paraná, conhecida como Universidade do Esporte (UE). A iniciativa conta com diversos projetos que utilizam a infraestrutura local e visam oportunizar o acesso a diferentes modalidades de esporte para crianças, jovens, adolescentes, acadêmicos, professores de educação física, técnicos e profissionais ligados ao esporte.

A professora e treinadora de voleibol Alessandra Folmann trabalha na Universidade do Esporte. Ela, que iniciou sua vida no esporte ali, reconhece que crescer com acesso a atividades físicas faz grande diferença. “As crianças levam para a vida a sociabilidade, o aprendizado de como lidar com conflitos, e os diversos valores inseridos no esporte. Assim como o autoconhecimento, diversos atletas profissionais se descobriram ainda crianças e em aulas extracurriculares”, afirma.

O projeto apresenta diversas modalidades disponíveis para os beneficiados. Foto tirada antes da pandemia de Covid-19/ SECS/ Divulgação

Exemplos de sucesso são a jogadora Roberta, que fez parte do projeto curitibano e é atual integrante da seleção de vôlei feminino brasileiro, e Rhendrick Resley, atual atleta da equipe de vôlei Sada Cruzeiro.

Assim como Roberta e Rhendrick, Gilmar Assumpção também teve contato com o esporte desde a infância. O estudante participou do programa “Vôlei em rede” – uma cooperação entre o Governo do Estado do Paraná, a Secretaria de Estado da Educação (Seed), Secretaria de Estado do Esporte e do Turismo e Instituto Compartilhar – por sete anos. Para ele, o coletivismo também foi um aprendizado essencial: dentro de um time, todos são iguais e um depende do outro. Além de que, conviver com pessoas de diversas realidades desde novo fez com que não crescesse em uma bolha, respeitando e entendendo o próximo.

“Tive oportunidades únicas, como ver jogos de superliga, conhecer grandes jogadores da modalidade e, inclusive, já pude jogar com alguns deles”

Gilmar Assumpção, estudante

Embora não deva ser a única responsável por incentivar o esporte, a Universidade do Esporte é de extrema importância para a comunidade, além de oferecer boa estrutura, o que facilita o amadurecimento dentro das modalidades.

“Ter um lugar que as pessoas podem desfrutar de maneira gratuita o ambiente esportivo tira o foco de alguns obstáculos e abre caminho pra novas oportunidades pra pessoas de todas as idades. Desde um senhor que tem um espaço pra caminhar no final da tarde, até pra criança que tem um lugar pra desenvolver as habilidades no esporte que goste”, expõe Gilmar.

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