qui 29 set 2022
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Zoológico Municipal de Curitiba reabilita animais maltratados para voltarem à natureza

Instituição também realiza educação ambiental a fim de conscientizar visitantes sobre apreensões clandestinas de espécies

O Zoológico Municipal de Curitiba é um dos principais pontos turísticos da capital paranaense. Habitat de várias espécies exóticas, o local não foi criado apenas para o entretenimento da população. Com o cuidado de especialistas, o zoológico também é responsável pela recuperação e pelo resgate de animais que sofrem maus-tratos. Além disso, a educação ambiental é um dos pilares da instituição, que tenta evitar a morte de milhares de espécies anualmente.

Apesar de parte da população acreditar que os zoológicos aprisionam e maltratam animais, o Zoológico Municipal de Curitiba age de maneira totalmente contrária. Os animais chegam ao parque através do Instituto Água e Terra ou do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Dependendo das condições do animal, ele recebe tratamento especial até estar completamente recuperado para voltar à natureza. 

Segundo a coordenadora de educação ambiental do espaço, Claudia Regina Bosa, a maioria das espécies que vivem no zoológico vem de cativeiros e apreensões clandestinas. “Aproximadamente 70% dos animais que estão aqui vieram por conta do comportamento de nossa sociedade”, expõe.

Neste cenário, o Zoológico Municipal de Curitiba trabalha diretamente com a educação ambiental dos frequentadores. Por meio de cartazes, panfletos, além de palestras em locais específicos, o parque busca conscientizar a população sobre os perigos da criação de espécies de maneira clandestina. “Se sensibilizarmos as pessoas do porque esses bichos estão no zoológico, talvez um dia elas mudem o comportamento delas e eles não precisem mais estar aqui”, afirma Claudia. 

Em 2020, o zoo recebeu um casal de leões e uma ursa parda vindos do parque Beto Carrero World, localizado em Penha (SC). Foto: SMCS/ Divulgação

A criação em cativeiro pode alterar o comportamento e o estilo de vida do animal. Para tentar recuperá-lo, cada bichinho conta com pelo menos dois cuidadores, além de exames frequentes e uma rotina controlada. “Assim que o animal chega, os técnicos fazem a limpeza do ambiente e observam detalhadamente o animal, para ter certeza que não possui nenhuma alteração comportamental. Caso tenha, os profissionais são alertados e começam um tratamento em um local específico”,  afirma a bióloga Vanessa Freire, que trabalha no zoo.

Serviço

Zoológico Municipal de Curitiba
Visitas de terça-feira a domingo, das 10h00 às 16h00, com esvaziamento às 16h30. Obrigatório uso de máscaras.

Mais informações pelo telefone 156 ou pelo e-mail: zoo@curitiba.pr.gov.br

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