sáb 23 out 2021
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Baixa gastronomia forma a alma de Curitiba

A costela de chão é um dos pratos da baixa gastronomia. Créditos: Dafne Salvador

O movimento da baixa gastronomia em Curitiba começou há dois anos e ganhou destaque com o jornalista  Rafael Martins e o ilustrador Guilherme Caldas,  que após algumas  conversas de bar resolveram marcar em um mapa vários lugares que serviam comida de qualidade com um preço honesto.

O conceito de baixa gastronomia é bastante amplo. Não se refere só a botecos, pé-sujos e nem só a restaurantes. Ela engloba comidas e bebidas servidas em um ambiente descontraído e com preços mais baixos. Apesar da denominação ter sido criada como um antônimo da chamada “alta gastronomia”, ela faz um elogio à culinária mais simples e mais abrasileirada, o que não significa de baixa qualidade.

“Eu acho que também tem um componente de lugares que ajudam a formar a alma da cidade. Eu chamo isso de curitibanidade. São exemplos de lugares que têm uma ligação direta com a alma da cidade, que formam essa nossa maneira de ser Curitiba”, explica Caldas.

Adriano Piekarski, gerente de loja, é um dos adeptos desse tipo de culinária e garante que Curitiba esconde muitos tesouros gastronômicos. “Cada cantinho da cidade tem sempre um lugar escondido, que a gente não dá nada, mas que vale ser investigado e sempre nos surpreendemos”.

Os pratos da baixa gastronomia são retos e diretos. Sem “fru-frus”, sem nomes rebuscados, sem assinatura de grandes chefs. Aliás, esse é um dos  mandamentos da BG: não existe chef, mas cozinheiro. O arroz com ervilha é arroz com ervilha, nada de arroz com petits-pois.

Outros mandamentos são muito importantes. Por exemplo: você jamais poderá encontrar baixa gastronomia na Avenida Batel. Você deverá ser bem atendido, seja entrando de chinelo e bermuda ou de terno e gravata. Os garçons não podem ser manequins ou modelos, de preferência devem ser velhos e feios. Esses critérios básicos foram escritos por André Barcinski, crítico de cinema e curioso da culinária, para explicar como identificar se um prato ou estabelecimento pertence ou não à baixa gastronomia.

Diego Felipo Dantes, estudante, diz que se sente mais a vontade nos ambientes que a baixa gastronomia proporciona e conta que trocou os restaurantes da alta gastronomia pela culinária mais simples e abrasileirada. “No começo eu fiquei receoso com a proposta de mudar, mas assim que comi alguns pratos eu notei que além da quantidade no prato, o que muda é o modo de degustar o alimento”, comenta.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre essa ideia e até mesmo contribuir com o mapeamento da baixa gastronomia na cidade pode acessar a página “Baixa Gastronomia” no Facebook (www.facebook.com/groups/122427514509364/?fref=ts) ou acessar o blog na Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/blog/curitiba-baixa-gastronomia/).

Para ajudar a formar o mapa da baixa gastronomia em Curitiba, basta acessar o link (https://maps.google.com.br/maps/ms?msid=211616831052107404801.0004a4a7902941638ced3&msa=0&ll=-25.405136,-49.258232&spn=0.187934,0.307274) e dar dicas sobre o estabelecimento que visitou.

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