dom 24 out 2021
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Festival de teatro traz cultura também para as ruas

O Festival de Teatro de Curitiba chega a sua 23ª edição em 2014 com mais de 400 espetáculos ao ar livre e em espaços fechados. Este ano, o evento contou com quatro apresentações na Mostra Sesi na Rua, que procura o acesso à cultura de forma democrática.

O Sesi na Rua surgiu de um convite dos organizadores do próprio Festival no ano passado. A ideia inicial era apenas um patrocínio para as mostras de rua já existentes, mas evoluiu para uma Mostra de Rua com curadoria do Sesi. Com objetivo de convidar os melhores grupos do país e do mundo para participar do evento, o Sesi convidou Beto Lanza para aprimorar a qualidade técnica da mostra e ser o curador.

Cada viagem que o personagem da peça “El Hombre Venido de Ninguna Parte” faz dentro do ovo de metal representa o nascimento de um novo homem
(Foto: Bruna Junskowski)

Segundo a gerente de cultura do Sesi/PR, Anna Zétola, criar uma mostra de rua com qualidade técnica e artística tira o teatro de rua curitibano do improviso e traz grupos nacionais e internacionais de ponta. Para ela, apostar em grupos locais e estaduais é fundamental. “Isso está dentro das nossas diretrizes de cultura. Priorizamos o acesso ao bem cultural, o fomento à produção cultural local e a formação de plateia para todas as linguagens artísticas”.

A socióloga Cristiane Moraes e Silva, 43, tem presença confirmada no Festival de Teatro de Curitiba todos os anos. Mesmo durante o período no qual morou em Florianópolis, SC, Cristiane vinha para a capital paranaense prestigiar o evento. Para ela, o teatro de rua não é essencial apenas por ser de graça, mas pela oportunidade. “Essa mostra é um presente porque proporciona o contato com a cultura de outros países e a própria troca de cultura”.

Este ano, a peça “El Hombre Venido de Ninguna Parte”, da companhia chilena La Gran Reyneta, abriu o Festival de Teatro. A apresentação aconteceu na Praça Santos Andrade e foi uma das quatro peças escolhidas para fazer parte do Sesi na Rua. O espetáculo buscou a reflexão a partir dos erros e acertos do personagem, com lacunas na história para que o próprio público se encarregasse de preencher.

Para o ator principal da peça, Claudio Gustavo Vega López ,33, o Festival é uma janela importante para qualquer companhia e ter a oportunidade de apresentar na rua é ainda melhor. “Sou apaixonado pelo teatro, principalmente pelo de rua. É lá que tudo acontece. Acontecem coisas mágicas por causa da energia do público”.

A mostra optou por escolher quatro grupos, sendo um internacional, um nacional, um estadual e outro local. Mas para a edição de 2015 ela vem com novidades: pretende trazer o melhor grupo de teatro de rua da Espanha para fazer uma residência artística em Curitiba. A ideia é que os artistas espanhóis criem junto com os artistas locais um espetáculo para o Festival do ano que vem.

Anna Zétola comenta que “com isso há uma troca de tecnologias e técnicas com os nossos artistas. O que reverte em investimento também na cadeia produtiva, pois a produção e o investimento dos recursos serão em Curitiba”.

Na peça chilena, os efeitos especiais são utilizados para que o público interprete a história à sua maneira, inspirados em suas próprias vivências
(foto: Bruna Junskowski)
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