dom 26 abr 2026
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Gregos tomam a Osório: Entrevista exclusiva com Nícolas Wolaniuk, de “As Bacantes” 

O professor de grego antigo e fundador do premiado Grupo Hápax apresenta obras da antiguidade pensadas para a rua pelo segundo ano seguido no Festival de Curitiba

Por Caetano Sogayar e Rodrigo Wozniack 

O diretor Nícolas Wolaniuk. Crédito: Gabi Ramos 

Professor de grego antigo, Nícolas Wolaniuk nunca imaginou que o grupo de teatro que criou na UFPR, o Hápax, teria uma curva de crescimento tão grande em apenas 3 anos de existência. Diretor de “As Bacantes”, tragédia que realizou 4 apresentações em praças da cidade pela Fringe, Wolaniuk retornou ao Festival de Curitiba um ano após sua participação na edição de 2025, com a comédia “As Rãs”, que colecionou prêmios e diversas apresentações de sucesso em outras mostras — todas ao ar livre. 

“As Bacantes”, de Eurípedes, trata dos impulsos que não conseguimos reprimir. Após espalhar sua palavra pelas terras asiáticas, Dionísio, deus do vinho e do teatro, chega à cidade grega de Tebas. O Rei Penteu, cético quanto ao poder do deus, proíbe o culto a ele. Vingando-se, Dionísio faz cair sobre Penteu a fúria de suas adoradoras, as bacantes. 

Nícolas conversou com os repórteres Caetano Sogayar e Rodrigo Wozniack sobre como o grego entrou em sua vida, seu processo de adaptação de um texto da Antiguidade para o português, as dificuldades e alegrias de fazer teatro de rua, a aposta de utilizar máscaras para contar histórias e o que os gregos antigos têm para nos dizer no século XXI. Em grego, “Hápax” significa “aquilo que foi dito apenas uma vez”. Ironicamente, o público do grupo pede sempre mais. O Hápax, que nasceu como projeto de extensão da UFPR em 2023, apresentou “As Rãs” no Festival de Curitiba em 2025, mas também na Feira do Livro da UFPR e no Festival de Teatro de Pinhais, onde foi alegremente premiado. 

Em 2026, a jornada de “As Bacantes” por festivais e mostras de Teatro está apenas começando, mas, ao se julgar pela recepção que a peça recebeu nos 4 dias que esteve nas ruas, tem tudo para ser brilhante. Nicolas faz um balanço positivo da bacantinização do Festival de Curitiba e já vislumbra um novo texto no horizonte d’O Hápax.  

Além dos estudos da Antiguidade e do cargo de diretor, Wolaniuk não se prendeu apenas ao teatro. Em março, publicou seu livro de contos, “Um sentimento semelhante à culpa”, pela Editora Patuá. Quer saber de tudo isso e um pouco mais? Ouça à entrevista completa no Spotify! 

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