seg 18 out 2021
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Vuvuzelas ‘atacam’ os arredores da Fan Fest

Até uma semana atrás, havia quem dissesse que Curitiba nem parecia ser uma das 12 cidades sedes da Copa do Mundo. A falta de empolgação, apesar de assustadora, pareceu se dissipar com o centro da folia, em Curitiba, a chamada Fan Fest, na recém reinaugurada Pedreira Paulo Leminski.

Para ter acesso aos jogos na pedreira, os interessados devem retirar os ingressos no Memorial de Curitiba, no dia do jogo
(Foto: Divulgação Prefeitura de Curitiba)

O clima que precede os jogos da seleção já é ser sentido por lá. Pinturas decorativas, bandeiras penduradas e cartazes de apoio aos jogadores brasileiros são vistos nas casas, enquanto os moradores desfilam com as camisas verdes e amarelas. E claro, vuvuzelas e foguetes não faltam. Pedro Pereira conta que gosta de passear de bicicleta pela região soprando apitos e berrantes, “para lembrar que começa amanhã”.

Pedro não está sozinho nessa expectativa. De hora em hora, ouve-se um estouro e sabe-se que é alguém fazendo a contagem regressiva para o primeiro jogo, às 17 horas de quinta-feira, 12. Para o jogo Brasil x Croácia,  estima-se que cerca de 15 mil pessoas passem pela pedreira. O cantor Dudu Nobre será a atração principal com show gratuito para quem acompanhar o jogo pelos telões do local.

Mini Fan Fest

Os moradores dos bairros Abranches e Pilarzinho começaram a se preparar para receber os turistas e torcedores muito antes da estrutura ser montada no parque das pedras. Silmara Iglesias, por exemplo, é figurinha carimbada na imprensa paranaense e nacional. Ela, que mora a 900 metros da Fan Fest, decora a rua da casa em todo mundial desde 1994, sempre a espera de uma edição no país. Agora, com o sonho realizado, Silmara promete que esta será a melhor copa de todas: “Independente de patrocínio para decoração, independente do tamanho do telão, eu quero todo mundo torcendo comigo e vibrando a cada gol da nossa seleção”.

 A moradora conta que a expectativa é que cerca de 500 vizinhos e amigos se reúnam na rua para assistirem juntos os jogos do Brasil. “É uma tradição torcermos todos unidos aqui em casa”, explica. Silmara Iglesias garante que se a Fan Fest não bombar, a festa por lá não vai acabar cedo e que tem espaço para todo mundo.

Herança Africana

O maior legado da Copa do Mundo da África do Sul é, sem dúvidas, a vuvuzela. O Brasil até tentou criar um instrumento musical para a torcida – a caxirola -, mas o que mais se ouve nas ruas ainda é o barulhento instrumento africano. Para Felipe Gonçalves, apitos e bombinhas já perderam a preferência entre os torcedores. “Aqui só não compramos foguetes, mas a vuvuzela não vai faltar”, conta. Charles Ramos mora nas proximidades da Pedreira e conta que, há mais de uma semana, o som da corneta disputa com o dos carros na rua. “Fomos comprá-las para comemorar quando saísse algum gol, aproveitamos e pegamos uma até para o nosso amigo de Santa Catarina que vem assistir aos jogos conosco”, explica Charles.

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