qui 21 out 2021
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Equipes paranaenses de Softbol são destaque pelo Brasil

A equipe adulta conta com atletas de 19 a 29 anos.

Contando com os times Nikkei Curitiba e Central Glória, Curitiba é um dos polos do softbol e possui grande destaque no cenário nacional, com conquistas de títulos nas diversas categorias. A Taça Brasil Adulto, classificatória para o Campeonato Brasileiro, teve sua 11ª edição em Marília (SP), nos dias 3 e 4 de maio. O curitibano Nikkei Curitiba venceu.

Os três primeiros colocados da Taça Brasil, garantirão seu lugar como “cabeças de chave” dos grupos do Campeonato Brasileiro, que terá sua 34ª edição a partir de 19 e 20 de julho. Em 2013, o Nikkei Curitiba venceu o campeonato. Este ano, caminha para o mesmo objetivo.

O softbol no Brasil

O softbol, uma variação do beisebol, chegou ao Brasil por meio de ingleses, mas foi com a cultura japonesa que criou maiores laços. Segundo a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), o primeiro time de softbol brasileiro surgiu em São Paulo, composto pelas esposas dos jogadores de beisebol do time da cidade.

As principais diferenças entre o softbol e o beisebol são nas dimensões da bola e dos campos que têm dimensões menores, no tempo de jogo que é mais curto e no lançamento da bola, que é feito por baixo no softbol. Os objetivos são os mesmos: marcar o maior número possível de pontos, isto é, percorrer todas as bases do campo.

Em Curitiba, o esporte apareceu por volta de 1978. O treinador e coordenador geral do time do Nikkei, Milton Konno, dedica sua vida ao treinamento do time há mais de 20 anos. Segundo Konno, que ganhou o prêmio de Técnico Campeão na última Taça Brasil em Marília, o Nikkei conta com cerca de 60 atletas divididas por todas as categorias. Os treinos, realizados quase cinco vezes por semana, contam com a disciplina japonesa. O treinador confirma a qualidade do time “cerca de 70% das meninas que passam pelo Nikkei, acabam posteriormente competindo pra seleções brasileiras e mundiais”.

 

A integração familiar

As atletas do Nikkei Curitiba têm histórias similares de seus primeiros passos no softbol: tomaram conhecimento do esporte por influência de familiares que já o praticavam. Kelly Onaka e Juliana Ishisaki, ambas da categoria adulta, são exemplos: conheceram o esporte antes dos 10 anos de idade.

O clima no treino das garotas explica o motivo de se envolverem tão cedo. Crianças de todas as idades circulavam o campo, com contato direto com o taco e a bola. E, enquanto treinavam, familiares permaneciam ao redor do campo, ajudando com o que fosse necessário. O pai de Juliana Ishisaki, presidente do clube, Janio Ishisaki arremessava bolas enquanto o técnico não chegava.

Para Konno, esta é provavelmente a mais interessante característica do softbol do Nikkei Curitiba, “a união que promove entre os atletas, treinadores, pais e plateia”. A família é toda incluída nos treinos e jogos, incentivando pais e filhos a jogarem. Kelly Onaka representa ainda o sentimento de todos: “Queremos muito que as pessoas valorizem e reconheçam o softbol como a gente”.

 

Os campeonatos

A CBBS é a responsável pela organização do beisebol e do softbol no Brasil há mais de vinte anos, organizando mais de 60 campeonatos.  O softbol possui dois tipos de campeonatos regulamentados, a Taça Brasil e o Campeonato Brasileiro – sendo o primeiro quase que uma etapa classificatória para o segundo. Entretanto, além destes, há também os campeonatos extraoficiais, como os jogos dos universitários, composto por equipes mistas, e o Campeonato Brasileiro Sênior, que é contemplado por times adultos masculinos.

Konno afirma que o esporte é, sobretudo dependente da colaboração dos familiares e amigos. As categorias buscam arrecadar dinheiro para a participação nos campeonatos através de venda de chocolates e realização de jantares e eventos.

 

Softbol excluído das olimpíadas

O softbol foi incluído no programa dos Jogos Olímpicos em 1996. Entretanto, após uma eleição realizada em 2005, tanto o beisebol quanto o softbol foram excluídos para Londres em 2012. As Olimpíadas contam com um número padrão de 28 esportes, sendo 25 fixos e três rotativos. Para os Jogos do Rio, em 2016, o beisebol e o softbol darão lugar ao rúgbi e ao golfe. Para a CBBS, os principais motivos para a exclusão contemplam a duração imprevisível dos jogos e o alto custo para a construção de estádios.

Para 2020, quando evento será realizado em Tóquio, as modalidades ainda podem voltar a ser incluídas. “Há muita pressão para que as duas modalidades voltem, tanto por parte do Comitê Olímpico Japonês, quanto do povo”, alega a CBBS. O Japão ainda possui estádios prontos para as disputas. A decisão final será votada em dezembro de 2014.

 

A equipe juvenil (sub19) do Nikkei Curitiba conquistou o tricampeonato em 2013.
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