Festival impulsiona o acesso à cultura

Com ingressos a preços acessíveis e gratuitos, evento cultural é um dos principais da América Latina

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Com atrações diversas, Festival democratiza o acesso à cultura. Foto: Unsplash

Por Amábili Gomes e Emanuelle Viana

Nesta segunda-feira (30), se inicia a 34ª edição do Festival de Curitiba, um dos principais eventos culturais da América Latina. Com duração de 14 dias, o Festival conta com mais de 400 atrações, entre peças teatrais e exposições, que são distribuídas por diferentes localidades da capital paranaense. Ao oferecer ingressos com valores acessíveis e até mesmo gratuitos, o evento, que reuniu mais de 200 mil pessoas no ano passado, mantém a tradição de democratizar  o acesso ao teatro. 

Segundo a pesquisa “A cultura nas capitais”, realizada entre os meses de fevereiro e março de 2024, pela Consultoria JLeiva Cultura e Esportes em parceria com o Instituto Datafolha, o acesso às atividades culturais na capital paranaense se mantém acima da média nacional em 11 dos 14 hábitos analisados. Dentre as práticas investigadas estão a leitura de livros, jogos eletrônicos, visita a museus, cinema, lugares históricos, bibliotecas e teatro.

Para o levantamento que se refere à Grande Curitiba, foram entrevistados 600 moradores da cidade. Desse número, 29% afirmou ter frequentado o teatro nos doze meses anteriores à data da pesquisa. Entre os gêneros mais assistidos por esse público estão o teatro adulto (51%), infantil (48%), comédias stand-up (44%) e musicais (41%). O estudo foi realizado nas 27 capitais brasileiras e coletou mais de dezenove mil respostas. O material analisou os hábitos e o perfil dos indivíduos que têm ou não acesso às práticas culturais.

É nesse cenário que o tradicional Festival de Curitiba, um marco da cidade, atua como um instrumento de incentivo à participação em atividades de cultura. “O Festival ajuda a democratizar o acesso à cultura. Acredito que ele já surge com essa proposta: aproximar a arte do público. O fato da cidade inteira se envolver também ajuda a descentralizar a cultura e tirar ela de espaços muitos restritos”, diz a publicitária e integrante da equipe de design do Festival de Curitiba, Ana Vitória. Ela acrescenta que um exemplo da função social desempenhada pelo evento é a mostra Fringe, que dispõe de palcos espalhados pelas ruas e pontos específicos curitibanos. 

A discussão completa do assunto você encontra na reportagem especial “Festival de Curitiba amplia o acesso à cultura na cidade”, produzida para o Jornal Comunicação, em parceria com a Rádio UniFM. 

Para mais informações, ouça o material na íntegra: