seg 18 out 2021
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Virada com estilo curitibano

A segunda edição da Semana de Moda de Curitiba, realizada no Memorial de Curitiba, de 3 a 6 de novembro, fez parte da programação da Corrente Cultural. Com duas passarelas de desfiles, comerciais e abertos ao público, fórum de discussões, feira de vendas e oficinas práticas, a programação da Semana ficou mais diversificada do que a da primeira edição, que integrou o Festival de Teatro de Curitiba em abril.
Para participar do evento, as marcas interessadas foram aprovadas em um processo seletivo, que começou com três meses de antecedência à Semana de Moda. A estilista Rubia Dallarmi participou das duas edições e acredita que as mudanças são positivas para trazer maior visibilidade ao projeto, para que ele seja conhecido por pessoas de fora da área de moda. “Acredito que com o tempo o evento ganhe mais terreno com o grande público. Ainda vi que a maioria do público era de pessoas mais ligadas à moda. A partir do momento em que for mais conhecido, certamente será ainda mais interessante”, afirma.
Novos estilistas, novas propostas
A inovação foi elemento chave para quem começou nessa edição. Marcas de surfwear, produtos ecológicos, moda infantil, vestidos de noivas e acessórios foram alguns dos trabalhos que chamaram a atenção de quem passeava pela feira, dessa forma buscando a conquista de um público próprio.
É o caso de Talita Fabiane, estilista da Kymacta Surf, que alinha a moda surf a uma proposta ecológica. “Trabalho há um ano e meio com a marca, e vejo dificuldade em entrar no mercado, que é dominado pelas grandes marcas”, explica. “O diferencial ecológico atrai, e esse evento está sendo bom para divulgar a linha e fazer contatos”, conta.
Outro estande que se destaca pela proposta é o da marca Godê Design, de acessórios. Entre maxicolares coloridos, pulseiras, brincos e bolsas, Dayane Kalinowski, designer, diz que esta é sua primeira participação na Semana e que espera um retorno. “Ainda não dá pra saber como vai ser o reconhecimento, mas é possí­vel notar que parte do público vem aqui atrás das roupas que fazem parte dos desfiles. É um desafio conquistar essas pessoas”, diz.
O reconhecimento do público
Quem participou da edição anterior pode afirmar com certeza: o LAB Moda ajuda e muito na ascensão de novas marcas. Prova disso é Ana Carolina Dias, estilista da Chocolateria, marca que traz tons delicados nas roupas com estampas lúdicas e com um “quê” nostálgico. A estilista fez faculdade de Publicidade e Propaganda, mas desde que se formou tem se especializado na área da moda, e há um ano montou a marca.
A estilista assegura que o retorno proveniente dos desfiles e da feira é satisfatório, tanto no sentido de vendas quanto no de divulgação. “A gente vem tendo bastantes vendas, mais do que o esperado. Além disso, há o contato com o público, temos muito feedback. As pessoas vão na peça perguntar o preço e eu já sei as que agradam mais o público”, contou.
Ana conta ainda que a demanda do público da edição anterior fez com que surgisse a loja virtual da marca. “Recebemos muitos e-mails na nossa primeira campanha, no verão passado, de pessoas pedindo que montássemos a loja, e por isso a abrimos”, diz.

Feira atrai participantes da Virada Cultural
AMANDA POFAHL/CAMILA DE SOUZA FARIA
Ana Carolina Dias, da Chocolateria, está feliz com o reconhecimento do público
AMANDA POFAHL/CAMILA DE SOUZA FARIA
Criadores apresentaram seus produtos na feira
AMANDA POFAHL/CAMILA DE SOUZA FARIA
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