Mostra paralela injeta R$ 50 milhões na economia e atrai 200 mil pessoas; coordenadora afirma que experiência se repete pela quarta vez

A cidade de Curitiba completou 333 anos durante o mês de maio e, para celebrar essa data, realizou a 34ª edição do Festival de Teatro, que ocorreu entre o final de março e o início de abril. O evento reuniu mais de 400 atrações em 70 espaços da cidade e da região metropolitana, de acordo com dados da prefeitura. Além disso, foram gerados cerca de 600 empregos diretos e 1.800 indiretos, com uma injeção na economia que alcançou 50 milhões de reais.

Paralelamente à programação do evento, está incluída a Mostra Fringe, que integra cerca de 300 atrações nacionais e internacionais e tem como intuito tornar a arte acessível para a população. Assim, suas apresentações não acontecem apenas em teatros do centro da capital, mas também, em ambientes públicos, como a praça Santos Andrade, as escadarias das Ruínas do bairro São Francisco, o Largo da Ordem e, também, teatros localizados em bairros periféricos. Além disso, grande parte dos espetáculos são gratuitos.

O modelo da Mostra Fringe foi originado na Escócia, com artistas disruptivos que queriam opor-se aos altos preços que eram cobrados nos teatros principais do local, transformando as cidades em palcos abertos. Em Curitiba, a mostra chegou em 1998 e vem sendo reproduzida anualmente.

A doutora em educação pela UFPR e coordenadora do Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro, Daniella Nery, coordena peças do Fringe há quatro anos.

Estar no Fringe, é uma experiência, no mínimo, desafiadora. Mas, quando vejo o brilho nos olhos dos meus alunos, ao integrarem algo que, simplesmente, para a cidade, então eu me lembro do porquê fazemos isso

Daniella Nery

Já a lojista Fernanda Franz, que assistiu à peça “Leno queria ser flor”, apresentada no Centro Cultural do bairro São Francisco, afirmou: “Eu percebo a troca artística, estava voltando do trabalho, estava tão cansada, mas vi a movimentação e, no fim, acabei assistindo e me emocionando.”

Confira a reportagem completa abaixo.

Reportagem de Lee Pedroso

Fotos de José Eduardo Gonzaga