A celebração da trajetória e da inovação de um dos maiores grupos de dança do Brasil

Bailarinos durante a apresentação do espetáculo Piracema. Créditos: Reprodução.

O Festival de Teatro de Curitiba recebeu, em abril de 2026, uma das apresentações mais marcantes de sua programação: “Piracema”, espetáculo inédito criado para celebrar os 50 anos do Grupo Corpo. Inspirada no movimento migratório dos peixes que nadam contra a correnteza, a obra traduz a própria trajetória da companhia — resistência, continuidade e reinvenção.

Fundado em Belo Horizonte (MG) em 1975, o Grupo Corpo estreou com “Maria Maria”, que percorreu 14 países e abriu caminho para uma estética única, marcada pela brasilidade e pela ousadia. Desde os anos 1990, a música sob encomenda tornou-se o ponto de partida de cada criação, e em “Piracema” não foi diferente: pela primeira vez, uma mulher, Clarice Assad, assinou sozinha a trilha sonora, que transita do acústico ao eletrônico, refletindo sobre tecnologia e vida.

A coreografia, dividida entre Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches, reforça a metáfora dos peixes que avançam contra a corrente, enquanto a cenografia de Paulo Pederneiras evoca escamas com 82 mil tampas de latas de sardinha. O espetáculo foi apresentado junto a “Parabelo” (1997), inspirado no sertão brasileiro, reafirmando a identidade nacional e a força criativa do grupo.

Em Curitiba, o público testemunhou não apenas uma celebração, mas um marco de inovação e legado cultural e a equipe de reportagem do Jornal Comunicação preparou uma reportagem especial em áudio para relatar a importância da obra e o legado do Grupo Corpo. O episódio traz entrevistas e reflexões sobre como a companhia mineira construiu sua identidade artística ao longo de cinco décadas.

Confira a reportagem completa abaixo.

Reportagem de Beatriz Deschamps e Giovana Gama.