O São Paulo Showcase chega na capital paranaense com 15 espetáculos com temáticas para todos os gostos, públicos e faixas etárias. Essas peças estreiam no Festival de teatro de Curitiba como uma maneira de valorizar a circulação de uma cultura viva que não pode ficar presa a um só lugar. 

Esse mostra paulista é uma iniciativa que levou para a capital da Escócia seis temporadas de companhias locais. Isso tudo no Fringe de Edimburgo, o maior festival de artes do mundo que já acontece há mais de 8 décadas.  

Segundo Luis Sobral, presidente do Conselho de Administração da Associação Amigos da Arte, “Se a gente atravessa 10 mil quilômetros, por que não atravessar 400 quilômetros?”. Entretanto, mesmo que o destino seja mais próximo, a circulação dos espetáculos ainda busca aumentar repertórios e garantir que os artistas, curadores e produtores consigam se conectar e ocupar novos espaços. 

O cenário cultural de Curitiba tem falhas na distribuição dos financiamentos. Existem editais para produção artística, mas não é pensada na circulação dessas apresentações da produção. Já em São Paulo, a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativa de São Paulo, Marília Marton, apresentou que existem editais dedicados à circulação no estado. Isso para permitir que as obras se espalhem e formem públicos.  

Rana Moschetta, coordenadora da Mostra Fringe, também contou que ouvir a Secretaria do Estado de São Paulo foi muito produtivo para repensar a distribuição das verbas de financiamento. Ainda assim, o Festival de Curitiba também é grande inspiração para os organizadores do Showcase. Mesmo que tenha começado pequeno, o Festival cresceu estruturado e hoje é o maior festival da América Latina.  

Nesse cenário, as conexões e as trocas entre as classes envolvidas propõem um grande benefício para os dois estados. “Trazer as companhias que, inclusive, experimentaram lá e trazem também sua experiência para cá enriquece não só a formação de plateia, mas a produção artística”, garante Luis Sobral, presidente do Conselho de Administração da Associação Amigos da Arte. 

Além da programação dos espetáculos, o evento conta com a Roda de Conexões. O objetivo é, não somente apresentar as peças ao público de maneira acessível, mas garantir um espaço de troca entre artistas, companhias, curadores e programadores da arte cênica. Na Roda foi definida a primeira conexão do Festival de Curitiba; o musical “Sabiás do Sertão” foi financiado pelo Sesi Cultura para ser apresentado em todo o Paraná.

Confira a reportagem especial de Ana Carolina Oliveira e Maria Fernanda Costa no Spotify do Jornal Comunicação:


Apresentação: Maria Fernanda Costa 
Edição e sonorização: Ana Carolina Oliveira  
Produção: Ana Carolina Oliveira e Maria Fernanda Costa  
Duração da reportagem: 3 minutos e 57 segundos